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Israel anuncia ataques contra o Irã e o Líbano e diz que objetivo é desarmar o Hezbollah: 'Não vamos parar'

Em comunicado nas redes sociais, em meio a vários alertas sobre risco de ataques ao país, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter feito mais de 70 bombardeios ao território iraniano nas últimas 24 horas, visando locais de lançamento de mísseis e drones usados pelo inimigo.

"Além dos bombardeios em Beirute, as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques em grande escala contra infraestruturas do regime iraniano em Teerã", anunciou Israel.

Pouco depois, o porta-voz militar israelense Effie Defrin fez um pronunciamento. Disse que os ataques estão sendo intensificados com o objetivo de desarmar definitivamente o grupo extremista libanês Hezbollah, que é apoiado pelo regime do Irã, e acrescentou:

"Não vamos parar até eliminarmos a ameaça a longo prazo e afastarmos a ameaça direta às comunidades. É exatamente por isso que nossas tropas estão operando agora: em terra, no ar e no mar. As IDF não vão renunciar ao objetivo de desarmar a organização terrorista Hezbollah".

Porta-voz militar de Israel, General de Brigada Effie Defrin — Foto: Forças de Defesa de Israel / Divulgação

Segundo o comunicado, até o momento, Israel eliminou "mais de 1.000 terroristas e mais de 3.500 alvos terroristas no Líbano".

O porta-voz das IDF também falou sobre o plano de evacuar o sul do Líbano. Falou que a destruição de várias pontes na cidade de Litani e o deslocamento de toda a população libanesa ao sul do local visa proteger as comunidades do norte de Israel.

"Estamos operando na área e mantendo território, desmontando infraestrutura terrorista e criando uma zona de defesa avançada para as comunidades israelenses – isso para evitar ataques e fogo direto contra nossos civis", afirmou.

Ocupação do sul do Líbano

"Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani", disse Katz em uma declaração em vídeo publicada por seu ministério.

Segundo Katz, a ocupação durará até depois das operações contra o Hezbollah. O ministro não deu um prazo específico, mas disse que, no período, todas as casas de vilarejo na faixa do sul do Líbano perto da fronteira com Israel serão demolidas, seguindo um modelo adotado por Israel na Faixa de Gaza.

"Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza", disse. Katz afirmou ainda que centenas de milhares de libaneses deslocados serão "completamente impedidos" de retornar no período.

Rio Litani, no sul do Líbano — Foto: g1/Thalita Ferraz

A justificativa do ministro é criar uma "faixa de segurança" até que o norte de Israel, que faz fronteira com o Líbano, esteja seguro.

Também nesta terça, o porta-voz do Exército israelense disse que suas tropas estão preparadas para continuar a guerra no Irã por mais várias semanas. Na noite de segunda-feira (30), o governo israelense disse que o conflito já havia ultrapassado a metade do seu tempo de duração.

Mais de 1,2 milhão de deslocados

Brasileiros deixam casas e se abrigam em escolas e carros no Líbano após ataques de Israel

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Mais de 1,2 milhão de libaneses — cerca de um quinto da população — foram deslocados pela guerra entre Israel e Hezbollah, que já matou ao menos mil pessoas no Líbano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a ONU, 472 prédios educacionais estão sendo usados como abrigos coletivos no país. Além disso, há famílias vivendo em carros e barracas nas ruas.

Veja FOTOS de famílias que tiveram que deixar suas casas:

Família libanesa dentro de uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, no dia 30 de março de 2026. — Foto: Raghed Waked/Reuters

Um bebê brinca em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026. — Foto: Raghed Waked/Reuters

Casal deslocado de Majdal Zoun, no sul do Líbano, se abriga na Escola Secundária Jaafareya, agora usada como abrigo temporário para pessoas deslocada em Tiro, no Líbano, 27 de março de 2026. — Foto: Yara Nardi/Reuters

Menino se senta ao lado do fogo em uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026. — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Famílias em acampamento improvisado em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026 — Foto: Reuters/Adnan Abidi

Ahmad Al Saghir, 38, segura seu filho de dois meses, Adam Al Saghir, do lado de fora de sua tenda familiar, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, no Líbano, 30 de março de 2026. — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Idosa em frente a acampamento para deslocados pela guerra em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026. — Foto: Dimitar Dilkoff/AFP

Fotos mostram deslocados no Líbano — Foto: Reuters e AFP

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