Segundo comunicado, divulgado pelas Forças de Defesa israelenses em suas redes sociais, o principal deles foi Ali Muslim Tabaja, que era comandante da Divisão Imam Hossein iraniana.
Além dele, Jihad al-Safira, vice-comandante da divisão, Sager al-Handasa, oficial de VANTs e outros comandantes seniores também foram mortos no ataque.

Israel anuncia ampliação de ataques após bombardeio conjunto do Irã e do Hezbollah
De acordo com Israel, a Divisão Imam Hossein é uma força militar utilizada pela Força Quds iraniana para fortalecer o eixo iraniano e atuar contra as Forças de Defesa do país e civis israelenses: "É composta por milhares de terroristas em todo o Oriente Médio e serve como um método de emprego de força, fornecendo ao Hezbollah capacidades significativas".
O grupo extremista, diz Israel, foi o responsável por vários ataques ao território israelense, lançados a partir do Líbano em parceria com o Hezbollah, durante as operações Roaring Lion, que deu início à guerra do Irã no dia 28 de fevereiro, e a Northern Arrows, iniciada em setembro de 2024.
Operação militar contra o Hezbollah no sul do Líbano
Tanque e blindados israelenses posicionados do lado israelense da fronteira entre Israel e o Líbano em meio a escalada bélica contra o grupo rebelde Hezbollah em 10 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Amir Cohen
Ao mesmo tempo, Katz também disse ter ordenado que o Exército se prepare para “expandir” as operações no Líbano, onde soldados israelenses já operam ao longo da fronteira entre os dois países. Israel vem acumulando tropas e tanques de guerra no local, segundo agências de notícias, e há relatos de presença de ataques terrestres em cidades libanesas no extremo sul do país.
Israel e Hezbollah trocam ataques desde os primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e o Irã. O grupo libanês é aliado do regime iraniano. Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês.
A escalada das ameaças ocorre também em meio a um aumento dos bombardeios de ambos os lados.
O Exército israelense afirmou nesta quinta-feira que o Hezbollah disparou cerca de 200 mísseis contra o território israelense na noite de quarta, que foi o "maior bombardeio" do grupo libanês desde a retomada da guerra entre os dois lados. Desses, houve "apenas dois ou três impactos diretos", segundo a pasta.
Israel e Hezbollah tinham um cessar-fogo na guerra mais recente entre os dois, que durou entre outubro de 2023 e outubro de 2024. A trégua, no entanto, rompeu em 1º de maio por conta do início da guerra entre Israel, Estados Unidos e o Irã.

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