A Cisjordânia está entre os territórios reivindicados pelos palestinos para a criação de um futuro Estado independente. Grande parte da região está sob controle militar israelense, com autogoverno limitado dos palestinos em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina (AP), apoiada pelo Ocidente.
Citando declarações do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e do ministro da Defesa, Israel Katz, os sites israelenses Ynet e Haaretz afirmaram que as medidas incluem o fim de regulações em vigor há décadas que impedem cidadãos judeus privados de comprar terras na Cisjordânia.
As mudanças também preveem permitir que autoridades israelenses administrem alguns locais religiosos e ampliem a supervisão e a fiscalização em áreas sob administração da AP, em questões como riscos ambientais, infrações relacionadas à água e danos a sítios arqueológicos.

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Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), os ministros afirmaram que "as medidas aceleram tentativas de anexação ilegal do território e de deslocamento do povo palestino". Segundo esses países, Israel não tem soberania sobre os territórios palestinos ocupados.
Os ministros afirmaram rejeitar de forma absoluta essas ações, classificadas como uma violação flagrante do direito internacional. O texto também afirma que essas ações comprometem os esforços em curso para alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.
Retroescavadeiras são vistas no alto de assentamento judeu na Cisjordânia, em maio de 2025. — Foto: Nasser Nasser/ AP
Os ministros israelenses não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Em nota, Abbas pediu a intervenção de Trump e do Conselho de Segurança da ONU.
Trump já descartou uma anexação formal da Cisjordânia por Israel, mas seu governo não tentou conter a aceleração da construção de assentamentos israelenses, que os palestinos dizem inviabilizar a criação de um Estado ao fragmentar seu território.
Sua coalizão de governo inclui diversos integrantes favoráveis aos colonos, que defendem a anexação da Cisjordânia — território ocupado por Israel na guerra do Oriente Médio de 1967, ao qual o país atribui vínculos bíblicos e históricos.
Em 2024, o mais alto tribunal da ONU afirmou, em parecer consultivo não vinculante, que a ocupação israelense dos territórios palestinos e os assentamentos na região são ilegais e devem ser encerrados o mais rápido possível. Israel contesta essa avaliação.

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