De acordo com a publicação, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo. Ela estaria "reformulando os fluxos globais de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e avançando em direção aos Estados Unidos".
Autoridades norte-americanas identificaram pessoas ligadas ao PCC nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.
Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou no ano passado acusações contra 18 brasileiros que teriam ligação com a facção.
Atualmente, o grupo criminoso conta com 40 mil membros e se tornou o maior das Américas, com atuação em 30 países e em todos os continentes, exceto na Antártida.
O The Wall Street Journal destaca que a facção funciona como uma multinacional, com "nível máximo de organização".
"Os membros do PCC mantêm um perfil discreto e empresarial, buscando fortuna, não fama. [...] Novos integrantes aderem a um rígido código interno de conduta, e seus rituais de ingresso às vezes são realizados por videoconferência", define a publicação.
Para recrutar membros, obter dinheiro e abrir rotas para o tráfico, integrantes do PCC estariam indo a regiões remotas do Brasil fingindo ser pastores.
"Muitos evangélicos no país aderem à chamada teologia da prosperidade — a crença de que a riqueza é sinal de favor divino —, o que ajuda a facção a avançar em comunidades pobres", diz o jornal.
Em 2023, a facção foi acusada de criar pelo menos 7 igrejas para lavar dinheiro do tráfico no Rio Grande do Norte.
Além disso, o grupo também lavaria dinheiro em postos de gasolina, fundos imobiliários, motéis, concessionárias e empresas de construção.
Para recrutar mais membros, detentos recebem promessas de apoio jurídico de advogados da facção, conhecidos como “brigada da gravata".
O grupo também recruta pessoas fora dos presídios, em países como Colômbia, Peru e Bolívia. Assim, a facção expandiu sua atuação até a Amazônia.
'Governo do mundo ilegal'
De acordo com a reportagem, o PCC virou "uma agência reguladora" e um "governo do mundo ilegal", organizando o tráfico internacional.
"Nenhum integrante está acima das regras em uma facção que valoriza 'igualdade' e 'união', mas qualquer um pode prosperar desde que permaneça leal", disse Bruno Manso, especialista no grupo e coautor de “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil” ao jornal.
Além do tráfico de drogas, o PCC também explora mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e escravização de comunidades indígenas.
A estrutura da organização é um dos fatores que permitiu a rápida expansão sem a necessidade de controle territorial direto, segundo a publicação. Por esse motivo também, seria mais difícil desmantelar o grupo.

Ex-chefe da PM-SP é citado em investigação envolvendo PCC

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
2 horas atrás
4
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/V/j/ICyW9cSeKJF2cXiSxpAg/62ab25028f1c59d9-1-.png)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/m/m5EtW5STSGV3OUiwVk4w/2026-04-16t000000z-1787512119-mt1nurpho000zu29ar-rtrmadp-3-us-trump.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/w/zT3j3XSZmYBWyYiaNjfg/ap26108511492559.jpg)
/https://s04.video.glbimg.com/x720/992055.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro