O colunista lembrou que o Master já dava sinais de problemas ao oferecer CDBs com juros muito acima do mercado, considerados impagáveis. Para Josias, o Banco Central enxergou esses sinais e teve a chance de intervir, mas se absteve.
O Master já vinha dando sinais do que poderia vir a ocorrer quando oferecia no mercado CDBs, que deveriam ser papéis seguros, com um prêmio, um juro impagável. Era uma taxa de juros que quem olhava sabia que aquilo não ia acabar direito. E, obviamente, o Banco Central enxergou a fumaça, sentiu o cheiro de queimado, e o Campos Neto, durante a sua gestão, teve a oportunidade de agir e se absteve de tomar providências. Isso está muito claro.
Houve uma omissão, e não foi só do Banco Central, houve omissão de empresas de auditoria que deveriam ter feito auditorias independentes na contabilidade do Master, houve cumplicidade da Faria Lima, porque plataformas de bancos conhecidos - XP, Nubank - venderam os papéis do Master e fizeram propaganda, tocaram trombone, dizendo, 'olha, venha porque é seguro'. Então, todo mundo que orbitava no mercado financeiro sabia do que estava por vir e ninguém tomou a providência. Então, de fato, é difícil para o Campos Neto hoje dizer que não sabia.
Josias de Souza
Josias avaliou que a crise no Master virou um caso clássico de "herança maldita" e ressaltou que o pavio do problema estava aceso havia pelo menos um ano e meio. Segundo ele, o primeiro desafio do chefe do Banco Central é saber quando agir para evitar que crises se agravem.
Essa nova crise bancária é um caso clássico de herança maldita. Primeiro desafio de um chefe do Banco Central é distinguir a diferença sutil do significado das expressões 'preciso fazer algo' e 'algo precisa ser feito'. Quem tropeça na semântica acaba chegando atrasado no lance. E o Campos Neto não só chegou atrasado, como deixou a bomba escorregar para a mesa do Gabriel Galípolo, que foi o seu sucessor, indicado pelo Lula. Agora, o pavio do Máster estava aceso há pelo menos um ano e meio, dois anos.
Josias de Souza
O Campos Neto conhece demais os bancos, mas não hesita em trabalhar neles. Saiu do Santander, foi para o Banco Central, voltou para o mercado financeiro, no Nubank, que ajudou a vitaminar os CDBs do Master. Então, é especialista na matéria. Não deveria ter permitido que o escândalo chegasse onde chegou, mas deu no que está dando.
Josias de Souza

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