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Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar

Proposta de recuperação foi formalizada entre a rede e seus principais credores do grupo. A companhia afirma que o acordo foi aceito por 46% dos titulares sujeitos ao plano, o equivalente a R$ 2,1 bilhões. O montante mínimo para a aprovação da proposta era de 33,3% dos créditos afetados.

Validação permite que as negociações com os credores persistam por mais 90 dias. O prazo é considerado pelo GPA como essencial para a criação de um ambiente seguro e estável. "Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo", diz o comunicado de terça-feira.

Recuperação extrajudicial é diferente de recuperação judicial. A principal diferença é que, na recuperação extrajudicial, a negociação ocorre de forma mais privada e direta, entre a empresa e os credores. Já na recuperação judicial, todo o processo é supervisionado pelo Judiciário desde o início.

O plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação. O plano também reflete a manutenção de um diálogo construtivo e de bom entendimento com os seus principais credores.
GPA, em fato relevante

Rede varejista garante que suas lojas continuarão operando normalmente. A empresa afirma que a recuperação extrajudicial não altera as operações "saudáveis" com fornecedores, clientes e parceiros, que "estão excluídos e não serão afetados pelo processo".

Empresa demitiu quatro diretores antes do anúncio da recuperação extrajudicial. O GPA afirma que os desligamentos do diretor de operações, Geraldo Monteiro, do vice-presidente comercial, de marketing e logística, Joaquim Souza, da diretora executiva de recursos humanos e sustentabilidade, Erika Petri, e do executivo da área digital, Rodrigo Poço, fazem parte do processo de reestruturação que marca. "Nesse contexto, algumas mudanças na alta liderança executiva refletem esse momento", diz a rede.

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