1 ano atrás 38

Líder supremo do Irã fala em reforçar Exército e inovar mísseis após ameaças de Trump

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, falou nesta quarta-feira (12) que é necessário reforçar ainda mais o Exército do país, além de seus mísseis, após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As declarações de Khamenei foram feitas enquanto o líder iraniano conferia as principais apostas no setor de Defesa em uma exposição em Teerã. Entre eles um "drone kamikaze" movido a jato - com imagens de um lançamento feito de um submarino exibidas pela primeira vez -, de acordo com a agência de notícias Tasnim.

"O progresso não deve ser interrompido, não podemos ficar satisfeitos. Digamos que definimos anteriormente um limite para a precisão de nossos mísseis... Agora sentimos que esse limite não é mais suficiente. Temos que seguir em frente. Hoje, nosso poder defensivo é bem conhecido, nossos inimigos têm medo disso. Isso é muito importante para nosso país", afirmou Khamenei nesta quarta.

O Irã garante que seu programa de mísseis balísticos é puramente defensivo, mas o arsenal é visto no Ocidente como um fator de risco.

Bandeiras dos EUA e de Israel queimadas durante o 46º aniversário da Revolução Islâmica em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Tensão crescente entre o Irã e os EUA

O Irã alertou o Conselho de Segurança da ONU que pode fazer uso da força caso receba qualquer agressão dos Estados Unidos, nesta terça-feira (11).

Em carta enviada às Nações Unidas, o enviado especial do país descreveu declarações dadas pelo presidente americano, Donald Trump, como "imprudentes e inflamatórias" e ameaçou:

"Qualquer ato de agressão terá consequências severas".

O documento ainda pede que o Conselho de Segurança não fique em silêncio diante dos comentários "profundamente alarmantes e irresponsáveis" de Trump, que, segundo o Irã, violam flagrantemente o direito internacional.

Dizendo que "rejeita e condena firmemente" as ameaças feitas pelo republicano, o governo iraniano afirmou que defenderá "sua soberania, integridade territorial e interesses nacionais contra qualquer ação hostil".

Uma casa destruída é vista depois que as forças israelenses se retiraram do Corredor Netzarim, permitindo que as pessoas viajassem em ambas as direções entre o sul e o norte de Gaza, em meio a um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, perto da Cidade de Gaza — Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas

"Nossas mãos estão no gatilho e estamos prontos para imediatamente intensificar a ofensiva contra o inimigo israelense se ele retornar à escalada na Faixa de Gaza", disse.

Os Houthis, apoiados pelo Irã, controlam a maior parte do oeste do Iêmen, incluindo a capital. Desde que a guerra entre o governo israelense e o grupo extremista palestino começou, eles atacaram embarcações de Israel e de outros países no Mar Vermelho, perturbando as rotas marítimas globais, alegando que eles eram atos de solidariedade com Gaza.

Nesta segunda-feira (10), o porta-voz do braço armado do Hamas informou que o grupo extremista palestino irá atrasar a libertação de reféns planejada para o próximo sábado (15) até novo aviso, através de um comunicado divulgado no Telegram.

"A entrega dos prisioneiros sionistas será adiada até novo aviso, até que a ocupação cumpra e compense os direitos das semanas anteriores retroativamente. Reafirmamos nosso compromisso com os termos do acordo, desde que a ocupação também os cumpra", afirmou.

Hamas 'exibe' reféns em palco antes de devolvê-los

Hamas 'exibe' reféns em palco antes de devolvê-los

Abu Ubaida, porta-voz das Brigadas al-Qassam, justificou a decisão afirmando que, nas últimas três semanas, Israel cometeu violações e não cumpriu termos do acordo de cessar-fogo, enquanto o Hamas "cumpriu todas as suas obrigações".

"Desde o atraso no retorno dos deslocados ao norte da Faixa de Gaza, até o alvo de bombardeios e tiros em várias áreas do setor, e a não entrada de materiais de ajuda de todas as formas conforme acordado", enumerou.

Após a divulgação do comunicado, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a paralisação da entrega de reféns é uma violação do cessar-fogo e também fez um anúncio: disse que instruiu os militares a se prepararem para o mais alto nível de prontidão em Gaza e para defender as comunidades.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro