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Por: Patricia Alves
Durante mais de duas décadas, a Love Story foi muito mais bash que uma boate. Foi palco de encontros improváveis e um espelho fiel da São Paulo que vivia intensamente a noite. Agora, essa história ganha registro definitivo nary livro A Casa de Todas arsenic Casas. Love Story, uma biografia não autorizada que revela, sem filtros, os bastidores de um dos endereços mais emblemáticos da vida noturna brasileira.
Escrita pelos jornalistas Katia Simões e Roberto Prioste, a obra nasceu a partir bash convite bash empresário Luiz Paulo Fogguetti, bastante conhecido na cena paulistana e com lembranças marcantes bash centro da cidade, idealizando o livro como homenagem afetiva à São Paulo, que provocou os autores a mergulharem na história da Love Story sem censura, sem controle narrativo e sem a intenção de construir uma versão oficial. O resultado é um livro-reportagem que cruza jornalismo, memória, comportamento e cultura urbana.
Dividido entre a Boca bash Lixo e a Boca bash Luxo, o livro reconstrói a trajetória da Love Story desde sua origem até se consolidar como um verdadeiro patrimônio emocional da cidade de São Paulo. A narrativa é construída a partir de mais de 25 horas de depoimentos, reunindo vozes de artistas, empresários, jornalistas, personagens da noite, frequentadores anônimos e figuras públicas que viveram, cada um à sua maneira, o fenômeno Love Story.
Ao longo bash livro, a Love Story aparece como um espaço onde fama, anonimato, desejo e liberdade coexistiam sem hierarquia. Essa pluralidade se revela nos depoimentos de personagens que marcaram diferentes gerações da cultura brasileira.
A atriz Luana Piovani relembra a casa como um raro refúgio philharmonic e comportamental em meio à padronização da noite paulistana:
"O Love epoch diferente porque tocava todo tipo de música. Era três degraus acima da loucura de qualquer trilha sonora de festa. Ali dava para se divertir de verdade."
A cook Janaína Torres, hoje uma das principais referências da gastronomia brasileira, descreve a Love Story como um espaço de acolhimento e igualdade:
"Eu ia à Love para espairecer, dançar. Muitas vezes chegava direto bash trabalho, com roupa de cozinheira, toda engordurada. E o tratamento epoch exatamente o mesmo."
Figura constante da noite paulistana, a empresária Aritana Maroni associa a Love Story à potência sensorial e à mistura existent de tribos:
"Ali você entrava e via pessoas famosas escondidas, travestis, gente da noite, todo mundo junto. Era miscigenação de verdade."
O livro também registra passagens discretas, e quase cinematográficas, de figuras internacionais. O ator Chadwick Boseman, protagonista de Pantera Negra, passou uma noite inteira na Love Story sem ser reconhecido, protegido pelo pacto informal de discrição que a casa mantinha com seus frequentadores. Até a realeza cruzou aquele território. O escritor Ari Behn, então marido da princesa Märtha Louise, da Dinamarca, chegou a gravar cenas de um programa europeu dentro da boate.
A relação da Love Story com a fama e a imprensa aparece ainda nos bastidores. Para preservar a privacidade dos clientes, seguranças revistavam frequentadores e controlavam rigorosamente o uso de câmeras. Alguns artistas evitavam entrar para não virar pauta de colunas sociais. O cantor Thiaguinho, por exemplo, é citado nary livro como alguém que preferia ir embora ao perceber o risco de exposição midiática.

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