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Looking Glass: Quando aviões nucleares voavam 24 h por dia na Guerra Fria

O professor afirma que, apesar do fim da Guerra Fria, o risco nuclear segue presente. "Eu acho que a situação, obviamente, mudou com o fim da Guerra Fria, mas a tecnologia nuclear existe até hoje e estamos diante da política externa de Trump, temos um risco crescente de uma proliferação nuclear entre aliados tradicionais dos Estados Unidos, que não podem mais confiar na proteção dos Estados Unidos", diz.

Segundo Stuenkel, esse cenário mantém viva a lógica estratégica que sustentou operações como a Looking Glass. "Esse risco e essa preocupação de um possível uso de bombas atômicas, ele permanece até hoje, ele molda profundamente como países pensam sobre sua segurança nacional, sobretudo agora que países se sentem muito vulneráveis a possíveis interferências externas por parte de grandes potências", conclui.

Paranoia: O falso alarme soviético

Em setembro de 1983, um episódio na União Soviética mostrou o quão tênue era a linha entre a paz e a guerra nuclear. Um sistema de alerta antecipado soviético indicou, de forma equivocada, o lançamento de mísseis balísticos a partir dos Estados Unidos.

O alarme era falso, causado por uma falha de interpretação de sinais de satélite. A decisão de não retaliar, tomada por oficiais no comando, evitou uma escalada potencialmente catastrófica. O episódio reforçou, do lado americano, a percepção de que erros técnicos e humanos faziam parte do risco nuclear, e que a redundância de comando, inclusive aérea, era indispensável.

Na avaliação de Oliver Stuenkel, decisões individuais foram determinantes para evitar uma catástrofe. "Se algumas pessoas tivessem tomado decisões diferentes, a gente, de fato, poderia ter tido um confronto nuclear", diz.

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