A reunião entre os dois líderes era negociada desde janeiro e estava inicialmente prevista para março, mas foi adiada em meio à guerra que os EUA travam contra o Irã no Oriente Médio.
A nova data, no entanto, foi anunciada à imprensa em cima da hora, na última segunda (4) - com apenas três dias de antecedência - o que é bastante atípico, segundo o analista político norte-americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, focada na política na América Latina.
"Em outros governos, uma visita como essa teria sido cuidadosamente coreografada por várias agências governamentais. Neste caso, é realmente diferente", afirmou Winter. O analista disse ter recebido informações da Casa Branca de que o encontro foi "100% convocado por Washington".
O "timing estranho", no entanto, pode ajudar Lula em um momento de vulnerabilidade interna, dados os conflitos com o Congresso e a queda na aprovação. Winter acredita que Lula atuará na "defensiva", ao contrário do último encontro que teve com Trump (leia mais abaixo).
Ainda assim, o analista avalia que a reunião também pode servir a interesses de Brasília para tentar blindar o governo de novas tarifas ou mesmo da interferência de Trump nas eleições de outubro.

Um dos pontos prioritários é evitar sanções, diz Alckmin sobre conversa entre Lula e Trump
A reunião não é livre de riscos para Lula. Pelo contrário, tudo dependerá dos temas discutidos no encontro, avalia o cientista político Oliver Stuenkel.
Nas duas ocasiões, Trump e secretários dos EUA constrangeram os presidentes com acusações em meio a uma entrevista informal para a imprensa no Salão Oval.
Fontes de Washington indicam que Lula e Trump receberão a imprensa no Salão Oval, mas os analistas veem baixas as chances de uma "emboscada", embora não descartem a possibilidade de um confronto.
Um risco, disseram os especialistas, é que Lula seja confrontando com questões sobre a postura dos Estados Unidos na guerra do Irã, que ele já criticou.
👉 No último encontro que travaram, em outubro do ano passado, Lula e Trump trocaram elogios. Depois da reunião, os EUA retiraram as tarifas extras que haviam anunciado antes para o Brasil, como retaliação ao processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.

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