Ao oficializar nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência pelo PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, revive uma disputa que já travou no passado: em 1989, aos 40 anos, ele também concorreu ao cargo —e tinha Lula (PT), à época com 44 anos, como um dos adversários.
O desempenho pífio de Caiado nas pesquisas eleitorais rendeu uma piada do petista num debate exibido pela TV Band antes do primeiro turno.
Na ocasião, Lula precisava fazer uma pergunta a um candidato e escolheu Paulo Maluf para responder. Caiado então o interrompeu e pediu que Lula fizesse a pergunta a ele. O petista retrucou: "quando você crescer, eu faço". E, olhando para a mediadora do debate, afirmou: "quando ele chegar a 1,5% eu faço".
Naquela eleição, Caiado terminou em 10º lugar, com 0,72% dos votos.
Na época, o agora governador ainda era pouco conhecido fora de Goiás e, com forte sotaque goiano, se defendia na televisão dizendo ser "confundido", nas grandes cidades, como "o candidato do interior". A eleição de 1989 foi vencida por Fernando Collor, que derrotou Lula no segundo turno.
Agora, 37 anos depois, Caiado volta a dividir palanque com Lula e, desta vez, também com Flávio Bolsonaro (PL). Em discurso nesta segunda, o governador, ao falar de Flávio, disse que "o ímpeto dos jovens não é suficiente" e que "não se governa por queda de braço". Segundo o último Datafolha, Caiado marca 4% das intenções de voto no primeiro turno com o petista e o bolsonarista.
A candidatura de Caiado foi anunciada na sede do PSD, em São Paulo, pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab. O governador disputava a chancela do partido com o governador do Paraná, Ratinho Junior, que desistiu de concorrer, e com Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Leite criticou a escolha, argumentando que ela "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país".
Médico e com longa trajetória no Congresso —foram cinco mandatos como deputado federal e um como senador—, Caiado chegou ao Executivo goiano em 2018 e foi reeleito em 2022. Ele deixou o União Brasil em janeiro deste ano após não obter apoio para a candidatura presidencial e migrou para o PSD.
Apesar de ter se distanciado de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, Caiado se reaproximou do ex-presidente esperando receber seu apoio. Nesta segunda, prometeu que seu primeiro ato como presidente seria conceder anistia a Bolsonaro, atualmente preso em regime domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.

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