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Lula ignora Davos pelo 4º ano; para aliados, ida seria benéfica ao Brasil

Publicamente, o presidente tem sido um grande defensor do multilateralismo. Em críticas diretas aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, Lula tem pregado maior diálogo e convergência entre os países, em especial quando se trata da economia. Ambos estão na Suíça neste ano.

Membros do governo falam em "prioridades" —uma diferente em cada ano. Em 2023, lembram que os atentados do 8 de Janeiro tinham acabado de ocorrer, ao passo que, em 2024 e 2025, o governo estava mais focado em trazer resultados internos na economia, que passava por aumento inflacionário.

Neste ano, em situação melhor, aliados evitam falar publicamente, mas admitem que considerariam a ida "benéfica". Davos é um dos principais eventos da economia global, com grande concentração de lideranças internacionais e os principais players do mercado financeiro global, incluindo bancos, fintechs e instituições brasileiras.

Também seria um momento para conversas bilaterais, apontam. Em meio a uma crise com a Europa pelas ameaças de tomada da Groenlândia, Trump fez críticas à União Europeia e falou sobre a situação na Venezuela em discurso no evento hoje.

Neste ano, Lula não enviou nem o ministro da Fazenda. Fernando Haddad representou o Brasil nos dois primeiros anos. Em outras edições, os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Marina Silva (Meio Ambiente) também foram para tratar de desenvolvimento sustentável. Neste ano, só a ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) viajou.

Aliados descartam "birra" com instituições financeiras e os chamados países desenvolvidos. Segundo membros do governo, o presidente realmente está "focado em outros assuntos" e nem chegou a comentar por que não iria mais uma vez ao fórum. Nos dois primeiros mandatos, foi em quase todos os oito anos.

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