
Crédito, Jose Cruz/Agência Brasil
Há 25 minutos
Padilha já havia comadando a Saúde anteriormente, no governo de Dilma Rousseff (PT), entre janeiro de 2011 e fevereiro de 2014.
"Enquanto médico, estou pronto para fazer esse processo com a minúcia de um diagnóstico, analisando cada detalhe para garantir continuidade e eficiência do trabalho da ministra e caminhar em direção ao compromisso do presidente Lula e da minha obsessão pessoal: reduzir as filas de espera e assegurar um atendimento mais rápido e digno para quem precisa do SUS", escreveu Padilha em sua conta no X, na quinta-feira.
A saída de Padilha da pasta de Relações Insitucionais, que é responsável pela articulação política do governo, espaço para Lula melhorar a relação com o Congresso.
Padilha vinha enfrentando problemas na condução das negociações políticas, tendo sido chamado publicamente de incompetente pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).
Desde o início de fevereiro, o Congresso tem novas lideranças, com Hugo Motta (Republicanos-PB) à frente da Câmara e o Davi Alcolumbre (União-AP) no comando do Senado.
O Palácio do Planalto, porém, não deu explicação oficial para a troca ministerial. Segundo a imprensa brasileira, Nísia Trindade foi demitida por uma insatisfação de Lula com os resultados da pasta.
Atualmente, além de deputada federal pelo Paraná, Gleisi é a atual presidente do PT.
Ela participou do movimento estudantil e se formou em direito, com especialização em gestão pública. É filiada ao PT desde 1989 e assessorou quadros do partido.
Elegeu-se senadora em 2010 e foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff (PT).
Assumiu a presidência do PT em 2017. Seu mandato à frente da sigla deve se encerrar em julho deste ano, quando estão convocadas eleições internas do partido.
A posse de Gleisi está marcada para 10 de março.
O anúncio destas mudanças vem após meses de especulação sobre uma reforma ministerial, discussão que ganhou novo fôlego após a forte queda de popularidade de Lula no início do ano.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 14 de fevereiro, a aprovação do presidente recuou de 35% para 24% em dois meses, pior nível já registrado pelo petista em todos os seus mandatos. A reprovação também é recorde, subindo de 34% a 41%.
Nesse contexto, partidos do Centrão pressionam o presidente por mais espaço na Esplanada dos Ministérios.
Esta reportagem está em atualização.

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