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Maioria dos americanos diz que ação dos EUA contra o Irã ‘foi longe demais’, aponta pesquisa

O levantamento também aponta preocupação crescente com o preço da gasolina nos próximos meses.

A guerra, conduzida pelos Estados Unidos em parceria com Israel, entrou na quarta semana. Mesmo com a aprovação do presidente Donald Trump estável, o conflito pode se tornar um problema político para o governo republicano, segundo mostra as pesquisas.

Cerca de 59% dos entrevistados dizem que a ação militar americana no Irã foi excessiva. Ao mesmo tempo, Trump tem reforçado a presença militar no Oriente Médio, com envio de navios e tropas.

A preocupação com o preço da gasolina aumentou. Hoje, 45% dizem estar muito ou extremamente preocupados em conseguir pagar pelo combustível. Em uma pesquisa feita logo após a reeleição de Trump, esse número era de 30%.

Preços da gasolina exibidos em um posto de gasolina na terça-feira, 24 de março de 2026, em Chicago — Foto: AP/Erin Hooley

Apesar das críticas à condução da guerra, há apoio a um dos principais objetivos do governo: impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Cerca de dois terços dos americanos consideram essa meta "extremamente" ou "muito" importante.

Por outro lado, a população também dá peso semelhante à necessidade de evitar a alta nos preços de petróleo e gás — o que pode dificultar as decisões do governo.

A aprovação geral de Trump permanece em torno de 40%, sem mudanças em relação ao mês anterior. A avaliação da política externa também segue estável, embora um pouco mais baixa.

O presidente ainda não deixou claro quais serão os próximos passos no conflito. Ao mesmo tempo em que faz ameaças, também menciona a possibilidade de negociações diplomáticas.

Mesmo assim, há desconfiança sobre a capacidade de Trump de tomar decisões corretas no uso de força militar fora do país. A maioria também se opõe a medidas mais agressivas, como o envio de tropas terrestres.

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Divisão política e preço da gasolina

Manter o preço da gasolina baixo é um dos poucos pontos de consenso entre republicanos e democratas.

Cerca de três quartos dos republicanos e dois terços dos democratas consideram muito importante impedir o aumento dos preços do petróleo e do gás nos EUA.

Ainda assim, a preocupação varia entre os grupos. Entre democratas, cerca de 60% estão muito preocupados com o custo da gasolina. Entre republicanos, esse índice é de cerca de 30%.

A prioridade de impedir que o Irã tenha armas nucleares também divide opiniões. Embora dois terços da população apoiem essa meta, entre republicanos o apoio é maior: cerca de 80% consideram a questão muito importante, contra cerca de metade dos democratas.

A guerra também reacendeu o debate sobre o papel de Israel na política externa americana. Apenas 40% dos entrevistados dizem que conter ameaças do Irã contra Israel deve ser prioridade.

Já a ideia de derrubar o governo iraniano tem ainda menos apoio: cerca de 30% consideram essa ação importante.

Maioria acha que ação foi exagerada

Entre os democratas, cerca de 90% dizem que os ataques ao Irã foram longe demais. Entre independentes, são cerca de 60%.

Os republicanos estão mais divididos. Metade considera que a resposta dos EUA foi adequada. Apenas 20% acham que deveria ser mais dura, enquanto cerca de um quarto avalia que houve exagero.

Outras pesquisas recentes da Associated Press já indicavam que cerca de 60% dos americanos acreditam que Trump exagera em diferentes áreas do governo, como tarifas e uso de poder presidencial.

O envio de tropas terrestres enfrenta forte rejeição: cerca de 60% são contra, incluindo 80% dos democratas e metade dos republicanos.

Ataques aéreos dividem opiniões. Um pouco menos da metade se opõe, enquanto cerca de 30% apoia e outros 30% não têm opinião formada.

Desconfiança sobre decisões militares

Cerca de metade dos americanos diz confiar pouco ou nada em Trump para tomar decisões sobre o uso de força militar fora dos Estados Unidos.

A aprovação da política externa do presidente é de 34%, número semelhante ao registrado em fevereiro. Já a avaliação específica sobre a condução do conflito com o Irã é de 35%.

A pesquisa ouviu 1.150 adultos entre os dias 19 e 23 de março. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

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