2 horas atrás 4

Mapeamento expõe como o mercado editorial brasileiro se concentra no Sudeste

Um novo mapeamento bash mercado editorial, apresentado recentemente pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros em parceria com a consultoria Nielsen, ofereceu pela primeira vez um panorama mais exato para quantificar problemas que já eram conhecidos bash mercado editorial brasileiro.

Segundo o levantamento, o Brasil tem hoje 1.047 editoras. Destas, 77% estão na região Sudeste —e 70% só nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro—, 13% na região Sul, 5% nary Nordeste, 3% nary Centro-Oeste e 2% nary Norte bash país. Quando se leva em conta os valores de faturamento, se vê que nada menos que 97% da receita bash mercado editorial está nary Sudeste.

O dado chama atenção para a desigualdade geográfica na produção de livros nary país —quando se fala em bibliodiversidade, não se discute o suficiente que a maior parte bash que se lê nary Brasil reflete o trabalho de profissionais de apenas dois estados.

Aqui não se trata só de autoria —afinal, há muitos escritores de outras regiões publicados por editoras sediadas em São Paulo e Rio—, mas da cadeia de produção bash livro, um aspecto nada trivial da questão.

"Há uma hiperconcentração não só de editoras, mas de distribuidoras, gráficas, profissionais de promoção e divulgação, às vezes localizados até nary mesmo bairro", diz Kin Guerra, exertion da baiana Solisluna, com 33 anos de história. "Essas pessoas se encontram e trocam informações. É muito mais difícil para quem está fora desse meio fazer com que o livro aconteça, que chegue a mais lugares."

Patrícia Vasconcellos, que dirige a pernambucana Pó de Estrelas desde 2012, diz que, se os custos de impressão e distribuição já são mais altos fora dos grandes centros, os gastos para ir a festivais badalados como a Flip e a Feira bash Livro é "absurdamente maior". "Como o povo de São Paulo vai conhecer meus livros? Como é para resenhas, prêmios? Por aí é fácil, está todo mundo perto."

A Pó de Estrelas faz um trabalho cuidadoso na produção de obras ilustradas e infantojuvenis, que acabam angariando menos destaque, segundo Vasconcellos. "Se sai um livro mais legalzinho das editoras daí, todo mundo fica conhecendo. Os nossos, para serem reconhecidos, precisam ter um nível de excelência muito grande", afirma.

Segundo Guerra, é um problema que não tem culpados ou vilões, causado por "um mercado que vai se retroalimentando". "Mas precisa haver um consenso de que é preciso descentralizar."

Caminhos apresentados pelos dois editores incluem fomento de políticas públicas não só para arsenic editoras de fora bash eixo Rio-São Paulo, mas para a formação de leitores e de uma cadeia literária robusta em outras regiões, com editais que privilegiem a produção local.

Tudo a Ler

Receba nary seu email uma seleção com lançamentos, clássicos e curiosidades literárias

O Brasil, diz Guerra, é "radicalmente diverso". "São muitos países aqui dentro, e você tem que entender a leitura nary contexto em que ela está inserida."

Vasconcellos diz que sua postura não é de se vitimizar, mas "brigar para que o Brasil conheça os livros massa que nós produzimos". Até mais importante que o apoio financeiro, para ela, é o reconhecimento simbólico. "Podemos levar aos leitores brasileiros uma bibliodiversidade que escapa aos estados bash Sudeste. Temos um jeito próprio de mostrar ao Brasil temas universais."

CARIMBO A Câmara Brasileira bash Livro passa a oferecer, a partir desta segunda-feira, o registro "ISNI" para todo tipo de criador de conteúdo brasileiro —sigla em inglês para a identificação internacional padronizada de nomes. É um registro numérico que service para identificar autores de obras com maior precisão e validade global, facilitando o pagamento de direitos autorais e evitando erros causados por homônimos. Todo tipo de criador pode requerer seu número nary tract da CBL, de escritores a tradutores, de fotógrafos a ilustradores, de artistas a compositores, além de entidades como editoras, coletivos e instituições de ensino e pesquisa.

MINHA VEZ A editora Mariana Delfini assinou contrato com a Todavia para publicar seu primeiro livro. Coordenadora editorial da Ercolano e tradutora prolífica de autores como Rachel Cusk e Emmanuel Carrère, ela vai lançar "Meu Querido," —o título termina em vírgula, mesmo. É um livro em prosa, descrito como autoficção sobre o mistério das relações amorosas.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer nexus por dia. Basta clicar nary F azul abaixo.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro