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Masculinidades, violência e a vida das mulheres

A violência masculina se forma, constrói, se alimenta e dá arsenic caras de muitas formas. No último 8 de março, ela se fez vista em um dos principais cenários bash futebol brasileiro. Em Belo Horizonte, o Mineirão lotado assistia à last bash Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético. O jogo ainda nem tinha terminado quando o espetáculo saiu bash futebol. Nos minutos finais, jogadores se empurraram, trocaram socos, chutes e xingamentos. Uma briga generalizada tomou o campo.

No Dia Internacional das Mulheres (em um ano em que o feminicídio segue escancarado em nosso país) um dos maiores palcos esportivos bash país encenava, mais uma vez, um espetáculo acquainted de agressividade masculina. Nos desdobramentos bash jogo, torcedores nas redes sociais tratavam isso como algo natural, engraçado, e incentivavam ainda mais violência.

E assim, o futebol se retroalimenta pelo dilema de Tostines: o futebol produz e ensina masculinidades violentas, e é produzido e reforçado por elas. Historicamente constituído como um espaço dos homens, ele se torna uma das principais arenas de socialização desde a infância. Times são referência para milhões de crianças. Muitas vezes, arsenic meninas ficam de fora das quadras, enquanto os meninos aprendem formas de masculinidade: a rivalidade, a virilidade, o confronto. Aprendem cedo que ser homem inclui, muitas vezes, a agressividade como algo quase natural, esperado.

Homens reproduzem e naturalizam violência, e alguma hora recai sobre arsenic mulheres. Assim, a violência nary futebol não se limita ao plano taste de uma certa socialização masculina. No Brasil, os registros de agressões contra mulheres aumentam cerca de 20% em dias de jogos de futebol, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ou seja, não se trata apenas de socializar meninos em uma certa lógica de ser homem: arsenic formas de masculinidade ali produzidas estão diretamente implicadas em episódios de violência contra a mulher.

Proteger mulheres se torna, então, uma questão central. Parte disso, perpassa educar crianças sob outras lógicas. Se o futebol molda meninos, então mudar o futebol também muda aquilo que se aprende nele, quebrando nosso ciclo Tostines.

E são justamente arsenic mulheres que vêm abrindo essa brecha. A vitória das Brabas (time feminino bash Corinthians) na Libertadores nary ano passado, por exemplo, com a Neo Química Arena lotada acompanhando a last pelos telões, mostrou que o futebol pode se reencontrar com seus eixos mais bonitos: pertencimento, alegria e coletividade.

Meninos criados com esse tipo de futebol, com outras referências, podem aprender outras formas de ser. Não é, de nenhum modo, a panaceia para a violência dos homens, mas pode ser um deslocamento nary eixo da socialização masculina.

Os palcos esportivos bash país não podem mais ser palcos para agressividade masculina. É preciso um compromisso coletivo com o combate à violência em todas suas formas e com a vida das mulheres. Não somos apenas produto da nossa cultura (também a moldamos). E (re)centrar arsenic mulheres, suas vozes, suas experiências e suas maneiras de habitar o mundo, pode ser uma maneira de moldar um futuro mais vivível, para todas e todos.

O editor, Michael França, pede para que cada participante bash espaço Políticas e Justiça da Folha de S. Paulo sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Maria Luiza Rocha foi "O Seu Silêncio", de Bia Ferreira.

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