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Master e Reag elevaram o custo do consignado atuando na gestão da folha

Isso significa que, em uma operação de R$ 8.000, considerando taxas médias praticadas no mercado, a Consiglog pode abocanhar algo como R$ 9 por linha, enquanto o normal seria algo em torno de R$ 0,18 a R$ 0,30.

Master e Reag estão sendo liquidados pelo Banco Central, após investigações policiais apontarem uma série de fraudes e crimes financeiros. Credcesta e a Consiglog não fazem parte dos grupos econômicos que estão em liquidação e seguem atuado no mercado.

O consignado para servidores públicos, excluindo INSS, movimenta R$ 384 bilhões. Mas diferentemente de servidores federais e aposentados do INSS, que estão protegidos por um teto de juros e outras regras, nos estados e municípios a taxa é livre e há ainda menos fiscalização, deixando funcionários estaduais e municipais mais suscetíveis a uma oferta da crédito predatório por parte das instituições.

Ao controlar as duas pontas, o Master ainda tinha acesso, com a gestão da margem, a dados dos servidores e pensionistas e informações dos concorrentes — gerando conflitos de interesse e potencialmente ferindo regras da LGPD.

A legislação obriga que haja um gestor de margem para fazer a averbação dos contratos — mas estados e municípios não precisam fazer licitação para contratar o gestor, dado que não há custo para o poder público. No programa de consignado para o trabalhador do setor privado, quem faz esse papel é a estatal Dataprev.

Credcesta e Consiglog atuaram no Amazonas, no Rio e em muitas prefeituras pelo país, e ainda atuam na Bahia. No Rio, até antes da crise do Master, havia duas empresas fazendo a gestão de margem: a Zetra, que controlava as margens das demais operadoras (cobrando tarifa fixa, algo em torno de R$ 0,30); e a Consiglog, que controlava somente a margem do cartão Credcesta.

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