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Melhora da economia prometida por Lula no UOL tende a ser limitada

Não é uma expansão desprezível, ainda mais diante das restrições que cercam a economia brasileira — déficit fiscal, dívida pública em alta, inflação fora da meta e juros nas alturas. E curioso é que os anos de maior crescimento, 2023 e 2024, quando o PIB avançou perto de 3,5% em cada ano, foram, no dizer de Lula, os anos de "conserto" do país.

É verdade que "o povo não come PIB", conforme a frase imortal da polêmica economista Maria da Conceição Tavares; e o mercado de trabalho aquecido e resistente, mesmo diante de taxas de juros reais próximas de 10%, entre as campeãs mundiais, está aí para lembrar desse detalhe.

Nas ondas dos aumentos reais do salário mínimo promovidos por Lula — alvo de críticas de economistas focados em austeridade fiscal —, de acordo com análise do economista Bruno Imaizumi, especialista em acompanhamento do mercado de trabalho da consultoria 4intelligence, a taxa de desemprego média em 2026 ficará em 5,5%, semelhante à de 2025.

Também como no ano passado, a população ocupada, que já foi, em 2025, a maior desde o início da atual série histórica da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), bateria novo recorde em 2026, avançando mais 1,5% na média do ano. A previsão de Imaizumi para o salário médio real efetivo é de expansão de 3,5%.

Diante desse quadro de continuidade na "colheita" anunciada por Lula, é possível que a margem de corte dos juros básicos (taxa Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) se estreite. O ciclo de cortes anunciado para ter início em março se prolongaria até reduzir a Selic para entre 12% e 12,5%, dos atuais 15%.

No saldo dos incentivos expansionistas da política fiscal de Lula com as restrições da política monetária do Banco Central, a taxa de investimento na economia continuará baixa, mantendo-se em torno de 18% do PIB.

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