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Meloni chama ataques de Trump de 'sem sentido' e provoca após ele falar que sua popularidade está baixa: 'Se concentre na sua'

"Presidente Trump, esses ataques constantes e não provocados são sem sentido. Quanto à minha popularidade, ser sua amiga certamente não ajudou, nem depende da minha relação com você. (...) De qualquer forma, minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua", provocou a italiana no Instagram.
"A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, pediu várias vezes para tirar uma foto comigo durante a reunião do G7 na França. O nível de popularidade dela está em baixa na Itália, provavelmente porque rejeitou os Estados Unidos, um país que realmente ama e protege a Itália, quando se tratou de impedir o Irã de obter ou desenvolver uma arma nuclear (o mesmo aconteceu com a OTAN). Ela nem sequer nos deixou usar as pistas ou áreas de pouso da Itália, o que gerou um grande inconveniente logístico, e isso apesar de os EUA contribuírem com centenas de bilhões de dólares por ano para proteger a Itália e outros 'chamados' aliados da OTAN. Agora, depois que os Estados Unidos derrotaram o Irã militarmente, ela quer voltar a ser amiga para melhorar seus 'números'. Não, obrigado!!!", escreveu.

A primeira-ministra também rebateu as críticas do ex-aliado e falou que precisa "defender o interesse nacional da Itália" e que a "Itália continua sendo uma nação soberana".

As falas de Trump, que Meloni garantiu serem "completamente inventadas", pioram ainda mais a relação entre os dos políticos, que já estava comprometida. Nesta sexta-feira (19), o chanceler da Itália, Antonio Tajani, anunciou que, por causa do episódio, cancelou uma viagem que faria aos Estados Unidos na semana que vem para se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

"As palavras graves e ofensivas do presidente Trump em relação à primeira-ministra Giorgia Meloni ofendem toda a Itália", condenou o ministro na rede social X.

Giovanbattista Fazzolari, subsecretário do gabinete da premiê italiana e um de seus aliados políticos mais próximos, também se pronunciou em um comunicado e criticou a postura de Trump, dizendo que, "com seus rompantes inadequados", ele conseguiu "tornar os Estados Unidos impopulares em todo o continente europeu, prejudicando não apenas a Europa, mas sobretudo os Estados Unidos".

Vídeos do evento do G7 na França mostraram Meloni e Trump em uma conversa profunda, sentados lado a lado em um pequeno sofá (veja abaixo). O líder americano sugeriu que apenas quis agradá-la ao conversar com ela.

Donald Trump e Giorgia Meloni conversando em sofá durante a cúpula do G7 — Foto: Ministério da Primeira-Ministra da Itália/Divulgação via Reuters

🔎 O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político (não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência).

O que está por trás da troca de farpas entre Trump e Meloni

Em abril, Donald Trump e Giorgia Meloni, antes aliados próximos, passaram a trocar críticas.

Meloni criticou Trump após o presidente norte-americano chamar o papa Leão XIV de "fraco" por condenar a guerra no Irã:

“Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre. O papa é o líder da Igreja Católica, e é correto e natural que ele peça paz e condene todas as formas de guerra".

A resposta veio um dia depois. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Trump disse estar "chocado" com a postura da líder italiana e afirmou acreditar que ela não tinha coragem.

“Ela não é mais a mesma pessoa, e a Itália nunca mais será o mesmo país."

Apesar do episódio envolvendo Leão XIV, o distanciamento entre Trump e Meloni começou meses antes.

Analistas ouvidos pelo jornal The New York Times avaliam que a premiê aproveitou o momento para sinalizar ao público interno um afastamento do presidente norte-americano, em meio a pesquisas que indicam aumento da impopularidade de ambos entre eleitores italianos.

Donald Trump e Giorgia Meloni falam com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (de costas), durante um almoço de líderes do G7 e do Oriente Médio — Foto: Evelyn Hockstein/Pool via AP

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