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Mercado de trabalho melhora no país, mas desafio da desigualdade permanece

Sul e Centro Oeste seguem com os menores índices de desempregados. As menores taxas de desocupação em 2025 foram apuradas em Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%). Estão também nessas regiões os menores percentuais de trabalhadores que atuam na informalidade: Santa Catarina (26,3%) e Distrito Federal (27,3%).

Desemprego é maior entre mulheres e negros. A taxa de desocupação das mulheres foi de 6,2%, portanto acima da média nacional, enquanto a dos homens ficou em 4,2% ao fim do último trimestre de 2025, abaixo da média. Já a taxa de desocupação por cor ou raça foi menor para os brancos (4%) que para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%).

Grau de instrução também impacta empregabilidade. A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto é a pior do país, com 8,7%, maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo 2,7%.

Renda reflete desigualdade de oportunidades. Embora o rendimento médio habitual tenha crescido 5% no país em 2025 e atingido R$ 3.613 em dezembro, os ganhos são menores que a média em 18 unidades da federação, sendo os piores no Maranhão (R$ 2.228), na Bahia (R$ 2.284) e no Ceará (R$ 2.394), todos no Nordeste. Por outro lado, o Distrito Federal puxa a média para a cima, com o rendimento de R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177) e Santa Catarina (R$ 4.091).

Mercado de trabalho teve melhoras mesmos nas regiões com piores taxas. Embora as desigualdades permaneçam no mercado de trabalho brasileiro, vinte unidades da federação atingiram em 2025 a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Foram elas: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade. William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE

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