O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) Lucas Rocha Furtado pediu nesta sexta-feira (20) que a corte reverta o sigilo total imposto no processo que apura a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.
Em requerimento enviado ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, o subprocurador também solicitou que o BC seja autorizado a acessar o processo sem restrições e sem necessidade de autorização prévia do relator do caso, Jhonatan de Jesus.
A restrição aos arquivos, segundo o subprocurador, deve se aplicar apenas aos documentos com informações efetivamente protegidas por sigilo legal. Ele afirmou que essa medida deve ser adotada para evitar "prejuízos irreparáveis ao interesse público" e em respeito "ao princípio da unidade da Administração Pública e à necessidade de colaboração entre os órgãos".
A decisão de impor sigilo ao relatório elaborado pela área técnica do TCU após inspeção no Banco Central a respeito da atuação do órgão no caso Master e de restringir o acesso da autarquia ao processo foi tomada na última quarta (11).
Na ocasião, o relator afirmou que a confidencialidade foi alterada de "sigiloso" para "sigiloso com exigência de autorização específica de leitura" para evitar evitar vazamentos, inclusive de informações classificadas como sigilosas pelo próprio BC.
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No requerimento desta sexta, o subprocurador do MP junto ao TCU afirmou que o sigilo determinado pelo ministro Jhonatan de Jesus "gera profunda desconfiança e levanta sérias questões sobre a transparência e a integridade das instituições públicas".
"Em um cenário já marcado por episódios controversos e suspeitas de favorecimento ao Banco Master, a decisão de ocultar informações cruciais, mesmo do próprio Banco Central e de membros do TCU, é alarmante. A justificativa de evitar vazamentos não se sustenta diante da gravidade do caso e da necessidade de clareza em processos que envolvem bilhões e afetam a credibilidade de órgãos de controle", disse.
"A opacidade em decisões de alta relevância, especialmente quando há um histórico de comportamentos inusuais, mina a confiança pública e alimenta especulações sobre interesses ocultos", completou.
Por ser alvo de fiscalização, o BC tinha até então acesso aos autos do processo. A Folha apurou que o movimento feito pelo ministro do TCU foi recebido com preocupação por membros da autoridade monetária, que temem que a falta de transparência abra espaço para manobras do relator em seu voto.
Na avaliação do subprocurador, "impedir ou dificultar o acesso do BC às informações do processo compromete a eficiência administrativa e pode prejudicar a adoção de medidas tempestivas e adequadas para proteger o sistema financeiro e o interesse público".
Como mostrou a Folha, a tendência é que Jhonatan dê parecer favorável à conduta do BC. Uma análise preliminar da auditoria do TCU apontou que não houve inação ou falta de monitoramento contínuo no Master em atos realizados desde meados de 2024. O ministro deve seguir o parecer dos técnicos.
Segundo uma pessoa a par das tratativas, o parecer produzido pela AudBancos —área responsável no TCU pela fiscalização de processos envolvendo instituições financeiras públicas e órgãos reguladores— é favorável ao BC e não faz ressalvas ou recomendações sobre a conduta do regulador no processo de liquidação do Master, decretada em novembro de 2025.

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