A lei aprovada na segunda-feira (30) foi impulsionada pelo próprio Ben Gvir, que é da ala extrema direita do governo Netanyahu —o premiê também votou a favor.
Com a decisão, a sentença agora será padrão nos julgamentos em tribunais militares para casos classificados como "atos de terrorismo". (Leia mais abaixo)
Ben Gvir apareceu no Parlamento utilizando um broche dourado com o desenho de uma forca, em alusão à forma de execução prevista na nova lei. Outros membros da extrema direita israelense e também utilizaram o item durante a sessão, segundo imagens do Parlamento israelense, chamado de Knesset.
No momento em que a parlamentar Limor Sonn Har Melech anunciou o resultado da votação —62 votos a favor da lei, e 48 contra—, o ministro israelense pegou uma garrafa de champagne para celebrar. No entanto, ele foi impedido de abrir a bebida por homens de terno que aparentavam ser seguranças do Parlamento.
Vídeos que circulam em redes sociais mostram Ben Gvir com a bebida já aberta, em um momento que parecia ser logo após a sessão, enchendo o copo de outros ministros. "Em breve, vamos contá-los um por um", afirmou o ministro no vídeo.
Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ergue garrafa de champagne durante votação no Parlamento sobre nova lei, que institui pena de morte a palestinos condenados por ataques letais, em 30 de março de 2026. — Foto: AP Photo/Itay Cohen
Protestos contra nova lei
Ativistas de extrema direita protestam do lado de fora da prisão de Sde Teiman, em Israel, contra a detenção de cinco soldados acusados de abusar sexualmente de prisioneiro palestino, em 29 de julho de 2024 — Foto: Jill Gralow/Arquivo
A nova lei foi uma das principais promessas de campanha de políticos de extrema direita israelenses. Logo após a aprovação, grupos de defesas de direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Um grupo israelense anunciou que entrou com uma petição na Suprema Corte do país.
A Autoridade Palestina criticou a lei e disse que ela "busca legitimar execuções extrajudiciais".
O Conselho da Europa, guardião dos direitos humanos e da democracia no continente, indicou nesta terça-feira (31) que pode retirar de Israel o status de observador na Assembleia Parlamentar do conselho (APCE). A presidente da APCE, Petra Bayr, afirmou que a instituição "rejeita a pena de morte em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias"
No começo do mês, outra decisão tomada por Israel foi contestada por grupos de direitos humanos.
A decisão encerrou um caso que dividiu profundamente o país desde a prisão dos soldados em julho de 2024, após o episódio ocorrido na notória prisão militar de Sde Teiman.
A detenção dos soldados israelenses provocou a ira de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas radicais, que invadiram violentamente a prisão em protesto.
Sde Teiman foi criada após 7 de outubro de 2023, perto de Beersheba, no deserto do Neguev, para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o grupo militante Hamas.
A instalação secreta rapidamente ganhou notoriedade à medida que funcionários e palestinos libertados da detenção descreviam cenas de abuso e tortura. Essas alegações ganharam força depois que a imprensa israelense exibiu um vídeo vazado que mostrava soldados agredindo sexualmente um prisioneiro palestino.
Os soldados foram acusados de arrastar o palestino pelo chão, eletrocutá-lo com uma arma de choque e agredi-lo sexualmente, esfaqueando-o no reto e causando-lhe múltiplos ferimentos, segundo a acusação. Ele foi levado a um hospital israelense com costelas fraturadas e traumatismo contuso no abdômen e no tórax, e passou por uma cirurgia para tratar uma perfuração retal antes de retornar à prisão.

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