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Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de dados fiscais de ao menos dois ministros da corte. Pela decisão, a investigação vai apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de integrantes da corte e familiares.

Aberta de ofício —ou seja, sem a provocação de órgãos investigativos—, a apuração correrá sob sigilo.

Procurados, Receita e Coaf, ainda não se manifestaram formalmente. A informação foi divulgada inicialmente pelo Poder360 e confirmada pela Folha.

A instauração do inquérito ocorre, segundo pessoas a par do caso ouvidas pela Folha, após a divulgação de informações no âmbito do caso Master envolvendo Moraes e o colega Dias Toffoli, relator do processo sobre o banco na corte.

Reportagem do jornal O Globo mostrou em dezembro que o Banco Master contratou o escritório de familiares de Moraes por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição. No último fim de semana, a Folha revelou que duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo banco em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais.

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que mira o Master, foi deflagrada com o objetivo de combater a criação de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional em novembro. Segundo as investigações, o BRB pagou ao Master R$ 12,2 bilhões em operações dessa natureza.

Policiais federais cumpriram, no fim do ano passado, cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Nesta quarta (14), a PF deflagrou uma nova fase da operação contra pessoas supostamente envolvidas em fraudes realizadas pelo banco por meio de fundos de investimento, incluindo empresários.

Vorcaro cumpre prisão domiciliar em São Paulo e foi um dos alvos da operação, que também fez buscas contra João Carlos Mansur —fundador da Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita de envolvimento com o crime organizado— e o investidor Nelson Tanure. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser preso no começo da manhã quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, e foi solto horas depois.

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