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'Morte, fogo e fúria': Trump ameaça Irã com ataque '20 vezes mais forte' se houver bloqueio de petróleo no Estreito de Ormuz

A declaração ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas ao redor do mundo em meio à guerra. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA.

  • O Irã afirma que o Estreito de Ormuz está fechado e ameaça atacar navios que passarem pela região.
  • Os EUA negam que a rota esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.

Na Truth Social, Trump afirmou que o Irã pode receber “morte, fogo e fúria” caso interfira na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A rota é responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e passa por área estratégica sob influência iraniana.

“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou.

“Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”

Ainda segundo o presidente, o anúncio é um "presente" para a China e todos os países dependentes da rota marítima.

“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou.

Na mesma entrevista, Trump disse que a guerra contra o Irã deve acabar em breve, pois está “praticamente concluída”. Após as declarações sobre o possível fim do conflito, a cotação do petróleo passou a cair.

O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.

A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial.

Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas.

No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.

Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região.

Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos.

Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais.

Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1

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