Os suspeitos do crime também são brasileiros, segundo a polícia. Eles são investigados por aplicar golpes contra imigrantes sem documentação que buscavam regularizar a situação no país.
Segundo o xerife responsável pelo caso, o grupo se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração.
A vítima, que não vai ser identificada pela reportagem, contou ao g1 que é casada e tem três filhos. Há cinco anos, a família decidiu que deveria sair do Brasil para morar nos Estados Unidos e iniciou os trâmites para conseguir autorização imigratória.
Entre os presos na Flórida estão Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva, apontados como líderes da empresa. Juliana e Vagner são casados. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.
Brasileiros presos pela polícia da Flórida, acusados de aplicar golpe em brasileiros imigrantes nos EUA. — Foto: Reprodução/Orange County
“Conheci a agência por meio de indicação de duas amigas, que também tiveram prejuízo. Eu fui uma das pessoas que perdeu muito dinheiro, mais de 17 mil dólares. Pagávamos por meio de uma conta internacional no nome do Ronaldo, que nunca nem apareceu no contrato. Com isso, não temos nem como processá-lo. Toda a nossa dívida com a Legacy foi devidamente quitada em janeiro deste ano”, conta.
Vítima de Fernandópolis fazia transferência de dinheiro para conta internacional em nome de um dos suspeitos — Foto: Arquivo pessoal
Ainda conforme a vítima, a família segue no Brasil e não conseguiu efetuar os trâmites necessários para efetuar o processo imigratório americano. A brasileira passou a enfrentar problemas psicológicos devido à fraude.
A investigação começou após denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados da Flórida. Ao menos sete vítimas colaboraram com o caso, mas a polícia americana acredita que o número seja maior.
Conforme a investigação, os suspeitos exploravam o medo de deportação. Registros financeiros indicam que o grupo arrecadou mais de US$ 20 milhões em três anos. A operação que resultou nas prisões foi conduzida por autoridades locais em parceria com o Departamento de Segurança Interna. O caso será levado a julgamento por promotores estaduais.

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3 horas atrás
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