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Na 1ª 'Superquarta' de 2026, mercado aguarda 'spoilers' de BCs para juros

Comportamento dos contratos futuros com opções de Copom negociados na Bolsa B3 aponta 81% de probabilidade de manutenção da Selic pelo Banco Central. Há uma chance menor, de 16,5%, de que a taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Há ainda pequenas margens, de 2% e de 0,5%, de possibilidade de que a Selic seja cortada em meio ponto e em 1 ponto percentual, respectivamente.

No Brasil, esperamos manutenção da Selic em 15%, mas com sinalização do Banco Central sobre quando começa o corte de juros. A inflação, por mais que tenha convergido para a meta, está elevada. E a economia, por mais que tenha desacelerado, tem um mercado de trabalho forte. Nossa expectativa é a de que o Banco Central dê, no comunicado, alguma sinalização sobre próximos passos, tirando algumas expressões que são lidas como demasiadamente conservadoras. Matheus Spiess, analista da Empiricus

Taxa básica de juros está no maior patamar desde junho 2006. No atual ciclo de aumento de juros, o Banco Central começou a elevar a Selic em setembro de 2024, ano em que a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), atingiu 4,83%, superando o centro da meta, de 3% ao ano, e o teto de tolerância, de 4,50%.

O que vai pesar na decisão

Inflação começou a perder força. No acumulado em 12 meses, o IPCA cedeu de 5,53%, em abril de 2025, a 4,26%, em dezembro último. Nesse mesmo período, o mercado passou também a ficar mais otimista com esse movimento. Segundo expectativa de inflação capturadas na pesquisa Boletim Focus do Banco Central junto a uma centena de economistas, o IPCA vai fechar 2026 em 4% e, 2027, em 3,8%.

Economia desaqueceu com crédito mais caro. Como a Selic é a base dos juros no país, ao ser elevada ela encarece empréstimos de famílias e empresas, desestimulando o consumo das pessoas e os planos de expansão das companhias. Dessa forma, ao mesmo tempo que a inflação perde fôlego, a atividade fica mais fraca. O PIB (Produto Interno Bruto), que cresceu 3,6% no quarto trimestre de 2024 ante o mesmo trimestre do ano anterior, variou apenas 1,8% no terceiro trimestre de 2025.

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