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'No PSD, tenho chance de disputar candidatura à Presidência', diz Caiado

Um dos integrantes desse conselho, que preferiu não se identificar, admitiu que o critério será quem estiver melhor nas pesquisas. "São três tenores, estão todos soltos pra cantar. Quem tiver melhor desempenho leva", brinca essa fonte. Segundo o político, Kassab está criando um eixo de centro e centro-direita para ter proposta de ação. É a chance de medir o eleitorado nem-nem, que não quer Lula nem Bolsonaro. Nas contas do PSD, pode chegar de 30% a 40% do eleitorado.

Em um primeiro momento, o arranjo liderado por Kassab empurra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para um dos extremos e impede a formação de uma aliança de centro-direita. Mas a crença no bolsonarismo é que, caso chegue ao segundo turno, o senador possa se beneficiar.

"Fortalece o PSD como partido de centro-direita e o distancia de Lula. Na minha avaliação não afeta muito o Flávio e, no segundo turno, pode até ajudar. Com a chega de Caiado no PSD, ele se inclina muito para a direita. E fica agora 100% inviável apoiar Lula", diz um influente deputado do PL.

No PSD, alguns políticos corroboram essa visão e admitem que a chance maior é de apoiar Flávio no segundo turno. Algo parecido ao que aconteceu no Chile e levou a vitória de José Antonio Kast. Os candidatos de direita derrotados no primeiro turno declararam apoio a Kast na reta final.

Já no PT, a visão é a oposta. A união dos governadores sinaliza a fragmentacaçoa da direita e falta de confiança na candidatura de Flávio. Nos estados, a perspectiva é que o PSD tenha autonomia para apoiar Lula onde o partido é base do governo.

Agora falta Romeu Zema, governador de Minas Gerais, se decidir. Ele também conversa com Kassab. Na falta de Tarcísio candidato, está lançada a frente de governadores de centro-direita.

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