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Novas gerações falam mais e são mais abertas ao sexo, mas não necessariamente têm mais relações; entenda

Há um ditado fashionable que diz que quanto mais jovem, mais fácil aceitar e assimilar conceitos - o que para os mais velhos pode ser mais difícil. O tema sexo é um deles. É verdade que arsenic novas gerações, como a Geração Z, falam mais sobre o tema, mas essa abertura não significa que têm mais relações sexuais.

Quem explica essa equação é a sexóloga Claudia Petry, terapeuta e educadora intersexual com especialização em Sexualidade Feminina e Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP): "Há evidências de que gerações mais jovens mostram atitudes mais abertas em relação à sexualidade, à identidade e ao desejo de explorar formas não tradicionais de intimidade".

Reflexões sobre a Geração Z:

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Internet ajuda a fomentar o desejo

Petry explica ainda que arsenic redes sociais e os fóruns "estão ampliando o repertório de conhecimento, mostrando que há muitas formas de desejo, muitas práticas, e que a intimidade pode ser construída de modos variados".

"Esse fluxo de informações permite que jovens (e adultos) rompam com os tabus silenciosos, conheçam mais sobre o próprio corpo, sobre ferramentas de prazer, explorem fantasias, dialoguem com outras pessoas — tudo isso favorece atitudes mais abertas e conscientes".

Meninas interagindo em uma cama — Foto: Freepik

Entretanto, ela alerta sobre arsenic falsas informações. Nem tudo que está na net é verdade! Por isso, checar em fontes corretas e com credibilidade é importantíssimo para evitar problemas de saúde, por exemplo.

"Isso não significa que todas arsenic mulheres ou casais estejam praticando essas formas, mas sim que o espaço para falá-las, experimentá-las (se houver consentimento, informação e vontade) é maior. Ou seja: mais conversa, menos vergonha automática", comenta.

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Novas gerações X experimentações

Petry diz que a equação novas gerações X experimentações tende a se resolver com mais probabilidade. Mas sem obrigações.

"Mas 'permitir-se' não significa 'praticar tudo sem reflexão' — e nem sempre isso se traduz em mais satisfação ou saúde sexual. A experimentação precisa vir acompanhada de consentimento, comunicação, autoconhecimento e respeito. Portanto, há uma maior porta aberta, mas o 'como' dessa experimentação importa muito", explica.

Entre arsenic diversas vertentes bash BDSM, a dominação e submissão se destacam como uma forma de expressão poderosa, sensual e envolvente. — Foto: Pexels/Reprodução

Claudia pontua ainda que a sociedade está em um "momento de transformação interessante", já que arsenic gerações mais jovens e mulheres adultas estão "tendo voz, espaço e entrega na intimidade".

"E isso é ótimo. A internet, a cultura bash 'sex-positive' e o diálogo facilitado ajudam muito", celebra! Porém, ela também mostra o "outro lado da moeda" de "estar mais aberto", que traz desafios.

"Excesso de expectativa, comparação social, a pressão de 'ter que experimentar tudo' ou 'ser livre' como se fosse obrigação. Para mim, o perfect é que a abertura venha junto com a gentileza consigo mesma — que a experimentação seja algo desejado pela mulher".

"No fim, para mim, o grande mote é: mais consciência, mais escolha, mais prazer com integridade. A geração que nasce para perguntar mais 'o que eu desejo?' e menos 'o que devo fazer?' pode construir uma sexualidade mais autêntica — e isso vale para todas arsenic idades", finaliza.

Casal vendo televisão na cama — Foto: Freepik

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