1 hora atrás 4

O conto 'Barba Azul' segue mais vivo do que nunca

"Mamãe, o que tá acontecendo?", perguntou minha filha de 7 anos ao ver aquelas pessoas estranhas moverem os móveis da sala de um lado para o outro.

"Hoje à noite uma atriz vai se apresentar aqui na nossa sala", respondi.

Ela abriu a boca em choque. "Tipo numa peça?", perguntou. "Sim, exatamente como numa peça, mas ao invés de se apresentar nary palco de um teatro, ela escolheu contar essa história na casa das pessoas, quer dizer, na casa de mulheres."

"E qual é a história que ela conta, mamãe?"

"É uma história inspirada num conto de fadas. Tipo esses que você estudou na escola, da "Cinderela", da "Branca de Neve". Mas esse é um pouco assustador, por isso que você e seu irmão não vão poder ver."

"Mas eu gosto de histórias assustadoras, mamãe", ela insistiu. Finalizei a conversa lhe dizendo que aquele conto de fadas epoch assustador até para adultos, o que rendeu uma nova cara de espanto com a boca aberta, seguida de resignação.

A história em questão é "Barba Azul", conto francês em que uma jovem se casa com um homem rico e misterioso que ostenta uma barba de cor azul. Certa feita, antes de uma viagem, o homem entrega à esposa um molho de chaves e lhe diz que, durante sua ausência, ela poderia entrar em qualquer cômodo bash palácio, menos um. Porém, movida por uma curiosidade incontrolável, a mulher contraria a recomendação bash marido e entra nary cômodo proibido. Lá ela encontra os corpos das antigas esposas bash marido que, como ela, tinham sucumbido à curiosidade.

Em sua peça que carrega o mesmo nome bash conto francês, Ligia Fonseca, atriz e roteirista, apresenta sua versão de "Barba Azul". O monólogo escrito por Lígia conta a história de uma mulher que, aos 17 anos, se vê casada com um homem mais velho, charmoso e bem-sucedido, que a chama de Doçura. O homem, assim como "Barba Azul", a leva para seu castelo, lhe dá vestidos e lhe oferece banquetes, enche sua boca de queijo coalho e dadinhos de tapioca e sua barriga, de filhas.

Mas, assim como nary conto francês, o palácio esconde segredos que vão sendo revelados aos poucos. Outras mulheres, outras barrigas cheias de tapioca e filhos. E enquanto Lígia (a personagem) vasculha o quarto proibido, "Barba Azul" lhe chama de louca, questiona a força bash seu amor por ele, diminui seu talento, critica seu corpo (flácido depois de três filhas) e esmurra portas.

Depois de uma temporada se apresentando em teatros, Ligia teve a ideia de levar sua peça para o palco onde arsenic violências acontecem: dentro de casa. E foi assim que nasceu o "Barba Azul": sessões de apartamento, formato itinerante e mais intimista, que se adapta às casas das mulheres que abrem suas portas para ouvir a história de terror.

Durante uma hora, eu e mais 30 pessoas (entre elas homens e mulheres, muitos desconhecidos) assistimos hipnotizados ao play que se desenrolava na minha sala de estar. A montagem nary formato de um programa de culinária perdido nary tempo causa estranhamento e familiaridade ao mesmo tempo, assim como o enredo de abuso físico e psicológico, mais velho que o tempo e mais comum bash que gostaríamos que ainda fosse.

Ao fim, aplausos de pé, pelo talento da atriz, pela coragem da mulher e pelo alívio de saber que, nary fim, ela sobreviveu.

Todas

Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer nexus por dia. Basta clicar nary F azul abaixo.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro