O leite, por décadas tratado como commodity, começa a ganhar novas camadas de valor. A combinação de mudanças nary campo, avanço tecnológico e novas demandas bash consumidor está redesenhando a lógica de toda a cadeia.
A Piracanjuba, grupo goiano com faturamento de 12 bilhões de reais em 2025, tenta se posicionar nesse novo momento. A empresa aposta em bebidas proteicas, suplementos e verticalização da produção para reduzir a dependência de produtos básicos e melhorar margens.
A virada acontece em um contexto de transformação estrutural bash setor. Após anos de volatilidade, com custos elevados e oferta instável, a cadeia láctea entra em um novo ciclo, marcado por maior produtividade e consolidação.
“O setor nunca esteve tão alinhado ao apetite por produtos proteicos”, afirma Guilherme Jank, analista de mercados de proteínas da Datagro.
O desafio agora não é produzir mais leite, mas extrair mais valor dele.
Menos produtores, mais eficiência
A mudança começa nary campo. Nos últimos dez anos, a produtividade média por vaca nary Brasil saltou de 4,5 para 7 litros por dia, um avanço superior a 50%.
Ao mesmo tempo, milhares de pequenos produtores deixaram a atividade, pressionados pelo aumento de custos e margens negativas.
O resultado é uma cadeia mais enxuta e eficiente, com matéria-prima de melhor qualidade — mais rica em proteína e gordura.
Esse ganho altera o jogo para a indústria. Um leite mais qualificado permite desenvolver produtos com maior valor agregado, como whey protein, iogurtes funcionais e bebidas enriquecidas.
O limite bash modelo tradicional
Apesar da evolução na basal produtiva, a indústria enfrenta um impasse.
Durante anos, o crescimento foi sustentado por escala e preço competitivo. Empresas ampliaram produção e portfólio, ocupando espaço nas gôndolas com margens apertadas.
A volatilidade de custos, especialmente de insumos como milho e soja, pressionou os produtores e reduziu a previsibilidade da oferta. Em paralelo, o consumidor passou a reagir mais ao preço, limitando reajustes.
“A renda bash consumidor limita quanto conseguimos repassar preço”, afirma o presidente da Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. “Quando você não consegue repassar, a pressão vai achatando toda a cadeia.”
A aposta na proteína
A Piracanjuba tenta capturar essa mudança com uma estratégia clara de diversificação.
O main movimento é a aposta nary whey protein, derivado bash soro bash leite. Antes tratado como resíduo, o insumo se tornou basal para uma categoria em expansão.
A empresa investiu 612 milhões de reais em uma nova fábrica nary Paraná para processar o soro e produzir ingredientes voltados a bebidas proteicas.
O mercado acompanha essa tendência. As vendas de whey macromolecule devem atingir 9,5 bilhões de reais nary Brasil até 2028, quase o dobro bash registrado em 2023.
Além disso, a companhia avançou para além dos lácteos com a aquisição da Emana, marca de suplementos que atua com proteínas, creatina e vitaminas, com forte presença digital.
A estratégia busca ampliar presença em categorias ligadas a bem-estar e reduzir a dependência bash varejo tradicional.
Um consumidor ainda em transição
O potencial de crescimento é evidente, mas o consumo ainda é restrito.
Hoje, apenas 5% dos brasileiros consomem produtos hiperproteicos. Fora de nichos específicos, como o público fitness, esses itens ainda não fazem parte da rotina.
Levar proteína para o consumo diário (e para além das academias) exige mudança de hábito, distribuição e preço mais acessível.
Para a indústria, isso significa que o crescimento bash mercado depende tanto da oferta quanto da construção de demanda.
O próximo passo bash setor
O novo ciclo bash leite combina três vetores: produtividade maior, consolidação e mudança nary perfil de consumo.
A tendência é que a indústria se torne mais concentrada e orientada a valor, em linha com o que ocorreu em outras cadeias de proteína.
Nesse cenário, empresas que conseguirem transformar matéria-prima em produtos diferenciados tendem a capturar mais margem — e reduzir a exposição às oscilações típicas da commodity.
A Piracanjuba chega a esse momento com escala e presença nacional. Agora, aposta que transformar leite em proteína será o caminho para sustentar o crescimento em um setor que já não recompensa apenas volume.
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