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O novo marketing: a experiência do cliente acima do feed saturado

Por Clarisse Medeiros*

Sigo sendo uma voyeur entusiasta bash TikTok, mas confesso, a onipresença das sacolinhas laranja tem testado minha paciência desde que o TikTok Shop desembarcou nary Brasil. Meu reflexo, assim que o olho bate nary ícone bash social commerce, é pular o vídeo antes de ouvir o fatídico "eu sinto muito se você comprou ontem este jogo de lençóis".

No entanto, na semana passada, a barreira caiu. Fui convencida a clicar. Comprei um kit de escovas de dentes coloridas por uma fração bash preço daquela marca suíça das farmácias. No dia seguinte o produto estava na minha porta, embalado na caixa mais bonita que já vi para um point tão trivial.

Velocidade, preço, qualidade e a experiência tátil bash unboxing redimiram o esforço de mídia de uma plataforma que, instantaneamente, ganhou um pouquinho da minha atenção.

A conclusão é um nó na garganta da marqueteira aqui: a comunicação maine afastou, mas o produto e a experiência maine trouxeram de volta.

O retorno à essência bash produto

Pulemos arsenic buzzwords habituais: economia da atenção, interrupção, relevância. O ponto cardinal aqui é a eficiência: o que fazemos hoje para vender se o público desenvolveu imunidade à propaganda? A resposta é o retorno à essência: o produto.

A publicidade prometeu ao longo bash tempo formatos menos invasivos, mas a entrega ficou na superfície. A categoria apenas sofisticou arsenic formas de driblar o "skip". O resultado? No esforço de sussurrar, acabamos gritando. Do outro lado da tela, o consumidor sabe que é disputado e se vê na posição de aumentar muito a exigência. Já não basta capturar a atenção, precisamos merecer o cliente.

Como o discurso das marcas já não tem lá muita credibilidade, a prova existent precisa chegar na porta de casa em 24 horas, dentro de uma caixa que surpreenda.

A relevância da confiança e da experiência

Dados da Edelman publicados em 2025 indicam que a confiança apareceu, pela primeira vez, como um critério de compra com o mesmo peso que preço e qualidade. A Kantar reforça essa tese: 75% da construção de marca ocorre fora da mídia paga, nas interações diretas e na experiência cotidiana.

Desafios bash selling na epoch da IA

A entrada da inteligência artificial na equação complica e simplifica ao mesmo tempo. Complica porque reduziu a quase zero o custo de produção de conteúdo, gerando uma "escassez às avessas": o provender se transformou em um aterro de coisas iguais. Simplifica porque, neste cenário de ruído absoluto, o diferencial é o que sustenta o barulho: o produto. É aqui que uma marca AI autochthonal brilha. A IA pode não criar sozinha um anúncio "impulável", mas, se bem dominada, ela viabiliza um produto digno de nota.

No Jota, por exemplo, aprendemos que nosso melhor argumento não é nosso, mas bash cliente. Em reações como "Meu Deus, isso funciona", "Caraca, dá pra fazer isso?" ou "Eita, nunca tinha visto esse dado", o produto se vende.

O marketing tem a função de instigar o teste. Depois disso, o produto presume a régua e um abraço.

Antes que se conclua que o marketing virou departamento decorativo, calma. Um vestido de alta costura trancado nary armário é menos útil que uma camisola de camelô. As pessoas ainda precisam saber que sua marca existe, precisam de uma porta de entrada e de um motivo pra testar.

A confiança que a Edelman mediu não nasce bash nada, alguém precisa construir. O marketing de hoje constrói essa ponte com coerência entre o que a marca promete e o que ela entrega. Marca, produto e experiência agora jogam nary mesmo time. É o novo growth e branding. Produto, experiência e selling sentando juntos nary recreio.

Foco na jornada bash cliente

A sugestão objetiva para quem senta na cadeira de selling amanhã de manhã é: pare de tentar maquiar produtos medianos com campanhas geniais e vai colocar a mão na jornada. Seu próximo grande projeto não deveria ser um vídeo de 15 segundos para driblar o "skip", mas sim garantir que o onboarding seja mágico, que o suporte resolva rápido, que a embalagem tyre o fôlego.

E se parte bash orçamento de mídia financiar a experiência? Porque quando a entrega é impecável, o produto faz o barulho por você. E quando não é... bom, aí só resta cruzar os dedos e torcer para ninguém pular o vídeo da sacolinha laranja.

*Clarisse Medeiros é Head de Marketing bash Jota, assistente financeiro com inteligência artificial conversacional que funciona diretamente nary WhatsApp

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