O ano em que se passa O Cavaleiro dos Sete Reinos, nova adaptação da HBO Max, tem gerado dúvidas nos espectadores. Afinal, os livros e adaptações de George R. R. Martin já deixaram claro que o universo criado pelo autor é muito mais amplo do que apenas os momentos apresentados em Game of Thrones (2011). Após o sucesso de A Casa do Dragão (2022), a HBO voltou a apostar na obra do escritor, e a nova série que já conta com uma segunda temporada confirmada, mesmo antes do encerramento de sua estreia de seis episódios.
Ambientada décadas após o primeiro spin-off, a nova produção acompanha os acontecimentos que cercam Sor Duncan, o Alto, e seu jovem escudeiro, Egg. A série mostra como a dinasatia passou por transformações profundas no intervalo que separa o fim de A Casa do Dragão do início de O Cavaleiro dos Sete Reinos. A seguir, confira os principais momentos que marcaram a história de Westeros entre os dois spin-off de GOT.
Finn Bennett interpreta o príncipe Aerion Targaryen em O Cavaleiro dos Sete Reinos — Foto: Divulgação/Steffan Hill/HBO Sinopse de O Cavaleiro dos Sete Reinos
Baseado no livro homônimo, a série acompanha as aventuras de Sor Duncan, o Alto, e seu jovem escudeiro Egg, que logo se revela como Aegon Targaryen. Uma dupla improvável que se conhece quando Dunk está se preparando para o próximo torneio em Ashford. Embora relutante, o cavaleiro aceita o jovem de dez anos como seu escudeiro, mesmo que ainda não saiba a verdade sobre sua identidade.
Egg é o apelido de Aegon, futuro governante de Westeros — Foto: Reprodução/The Movie Database A história se passa em um período ainda governado pelos Targaryen, bem anterior aos eventos de Game of Thrones. A narrativa está situada no ano 209 d.C, durante o reinado de Daeron II. Na cronologia de Westeros, O Cavaleiro dos Sete Reinos acontece cerca de 90 anos antes de Game of Thrones e aproximadamente 70 anos após A Casa do Dragão.
As três séries apresentam a Casa Targaryen sob perspectivas distintas. Se em A Casa do Dragão acompanhamos o auge da dinastia, com cerca de 20 dragões e um poder quase absoluto, ainda que à beira de sua ruína, O Cavaleiro dos Sete Reinos reflete uma família marcada pelas consequências da guerra civil travada entre Rhaenyra e Aegon. Esse conflito interno marcou profundamente a família e abriu caminho para o enfraquecimento gradual que quase um século depois, marcaria a queda definitiva em Game of Thrones.
Baelor "Quebralança" Targaryen, filho primogênito de Daeron, o Bom — Foto: Reprodução/IMDb O que aconteceu entre A Casa do Dragão e O Cavaleiro dos Sete Reinos?
Enfraquecimento da dinastia e a extinção dos dragões
Embora cerca de 78 anos separem A Casa do Dragão e O Cavaleiro dos Sete Reinos, Westeros ainda sente os efeitos da Dança dos Dragões. Com o fim do conflito, a família Targaryen sofreu inúmeras perdas, tanto em seu exército quanto entre seus próprios membros, além da destruição quase total de seu maior símbolo de poder: os dragões.
Dos cerca de 20 dragões vivos ao final do reinado de Viserys I, apenas quatro sobreviveram à guerra. Asa Prateada e Rouba Ovelhas chegaram a participar dos combates ao lado de seus montadores, mas posteriormente retornaram à natureza e nunca mais foram vistos. Já Morning nasceu durante o conflito, enquanto Canibal, um dragão selvagem que jamais foi domado , permaneceu fora da guerra. As poucas criaturas que nasceram após a Dança dos Dragões morreram quase em seguida. O último registro de um dragão vivo foi em 153 d.C., durante o reinado de Aegon III, conhecido na história como A Desgraça dos Dragões.
Os governos que se seguiram foram profundamente impactados pelo desaparecimento dessas criaturas, marcando a transição de uma era mítica para um período mais realista e instável para os Targaryen. Sem sua maior força militar, a dinastia já não conseguia sustentar seu poder apenas pelo medo. Embora esse não tenha sido, imediatamente, um período de queda, os reis passaram a depender cada vez mais de alianças políticas para assegurar o Trono de Ferro.
Os dragões são uma memória distante em O Cavaleiro dos Sete Reinos — Foto: Reprodução/HBO Entre os feitos políticos mais relevantes do período, destaca-se a conquista de Dorne, liderada por Daeron I, sucessor de Aegon III. Conhecido como O Jovem Dragão, o rei acreditava que a independência de Dorne representava um grande erro cometido por seus ancestrais. O rei obteve sucesso ao estruturar uma estratégia que buscava corrigir as falhas da Primeira Guerra Dornesa. Como resultado, os nobres dorneses se ajoelharam diante do Trono de Ferro em 158 d.C., apenas um ano após o início da invasão.
No entanto, a vitória não durou muito tempo. Dois anos depois, Daeron I foi obrigado a retornar a Dorne devido ao surgimento de uma rebelião popular. O próprio rei acabou morto em uma emboscada, encerrando prematuramente seu reinado.
A paz definitiva só começou a ser construída durante o governo de Baelor I, irmão de Daeron. Conhecido como O Abençoado por sua profunda devoção à Fé dos Sete, Baelor adotou uma abordagem diplomática. A aproximação entre as famílias se deu primeiro com o casamento de Daeron, primo de Baelor, e mais tarde coroado como Daeron II, com a princesa Myriah Martell. Enquanto a unificação oficial de Dorne aos Sete Reinos ocorreu anos depois, em 197 d.C., já durante o reinado de Daeron II, com o casamento de Daenerys Targaryen, irmã do rei, com o príncipe Maron Martell. Na ocasião, o governante dornês se ajoelhou diante do Trono de Ferro, selando de forma definitiva a integração do reino ao domínio Targaryen.
Dorne foi o único reino que Aegon I e suas irmãs não consequiram conquistar — Foto: Foto: Reprodução/Game of Thrones Wiki A primeira rebelião Blackfyre
Em 172 d.C. teve início um dos reinados mais controversos da história de Westeros: o de Aegon IV, conhecido como O Indigno. O monarca ascendeu ao Trono de Ferro como sucessor de Viserys II, filho de Rhaenyra. Antes de sua morte, Aegon IV lançou as bases para mais uma guerra civil dentro da própria Casa Targaryen ao legitimar sua extensa lista de filhos bastardos, colocando em risco a estabilidade do governo de seu herdeiro legítimo, Daeron II.
Parte da nobreza, contrária a Daeron II e incomodada com a forte presença dornesa na corte, passou a enxergar Daemon Blackfyre como uma alternativa mais adequada ao trono. Daemon era um dos filhos mais conhecidos de Aegon IV, reconhecido como cavaleiro aos doze anos e recebeu do pai a espada Blackfyre, arma ascentral que pertencia ao Conquistador. Anos depois, o filho fundou a Casa Blackfyre e incentivado por seus apoiadores, passou a acreditar que havia sido escolhido como o verdadeiro herdeiro.
Apesar das tentativas de Daeron II de promover a conciliação com os bastardos agora legitimados, o conflito tornou-se inevitável. Em 197 d.C., eclodiu a Primeira Rebelião Blackfyre, dividindo Westeros entre os partidários do Dragão Negro, símbolo de Daemon, e os do Dragão Vermelho, representando Daeron II. A guerra durou cerca de um ano e foi sufocada pelas forças leais ao rei, culminando na morte de Daemon Blackfyre e de seus dois filhos mais velhos. Ainda assim, a derrota não representou o fim da ameaça. A Casa Blackfyre continuaria a desafiar o Trono de Ferro em rebeliões posteriores, mantendo viva a instabilidade política que marcaria os reinados Targaryen nas décadas seguintes.
A espada Blackfyre é um símbolo carregados pelos reis Targaryen desde o reinado de Aegon I — Foto: Foto: Reprodução/HBO E como isso leva aos eventos de Game of Thrones?
Os antes e ao longo de O Cavaleiro dos Sete Reinos ajudam a explicar a fragilidade da Casa Targaryen no início de Game of Thrones. Sem seu principal instrumento de poder, os dragões, que durante séculos garantiram uma autoridade praticamente incontestável, a dinastia passou a enfrentar questionamentos cada vez mais diretos por parte da nobreza de Westeros. Esse cenário foi agravado pelo acúmulo de rebeliões e conflitos internos dentro da própria família Targaryen, que expuseram sua vulnerabilidade.
Depois de Daeron II e Maekar I, Egg é o próximo a se sentar no Trono de Ferro como Aegon V. Ele é mencionado algumas vezes na série principal por Meistre Aemon, seu irmão mais velho. Na árvore genealógica da dinastia, Aegon V de O Cavaleiro dos Sete Reinos é o avô de Aerys II, o Rei Louco, figura marcada na história como o último monarca da casa a se sentar no Trono de Ferro antes de sua queda definitiva.
Aerys II é neto de Aegon V, o jovem Egg em O Cavaleiro dos Sete Reinos — Foto: Foto: Reprodução/HBO Vale a pena assistir a O Cavaleiro dos Sete Reinos?
A série tem sido amplamente elogiada pela fidelidade ao material original, uma característica que muitos espectadores sentiram falta em A Casa do Dragão e que acabou gerando desconfiança em relação à precisão das futuras adaptações previstas pela HBO. Nesse contexto, O Cavaleiro dos Sete Reinos surge como uma surpresa positiva. Mesmo sem dragões, grandes batalhas com enormes exércitos ou o aspecto mais mágico presente nas produções anteriores, a nova série consegue sustentar uma narrativa envolvente.
Nas redes sociais, parte dos fãs celebra o episódio mais recente como aquele capaz de resgatar as sensações vividas durante os melhores momentos de Game of Thrones. Outros apontam que O Cavaleiro dos Sete Reinos tem conseguido entregar emoção de forma contínua, diferente de A Casa do Dragão que alcançou apenas em um ou dois episódios ao longo de sua temporada.
Mesmo com a primeira temporada ainda em exibição, a série já é vista com otimismo. No IMDb, a produção mantém uma nota geral de 8,7, enquanto os episódios individuais variam entre 8,2 a 9,7, demonstrando um crescimento gradual de aprovação a cada novo episódio.
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