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O que faz a Neohype, empresa que está faturando milhões usando IA em grandes companhias

A história da Neohype começa em 1998, nary início da expansão da net nary Brasil. Criada pelo ex-tenista e empresário Luiz Mattar, a empresa surgiu com foco em conectar grandes companhias ao ambiente digital. Ao longo de quase 30 anos, o negócio evoluiu, passou por fusões (incluindo a formação da Tivit) e, mais recentemente, foi reposicionado como uma empresa de tecnologia voltada à automação e digitalização de operações.

“Lá nary início, a nossa ideia epoch ajudar arsenic empresas a fazerem a transição para o digital. A gente acreditava que arsenic interações entre negócios e consumidores iam acontecer cada vez mais pela internet”, afirma Luiz Mattar, fundador da Neohype.

O DNA de interação integer faz parte da companhia até hoje, segundo Mattar. A NeoHype atua na interseção entre tecnologia e experiência bash cliente, oferecendo soluções que combinam inteligência artificial, automação de processos e atendimento integer para grandes empresas, como cadastro, análise de documentos, atendimento e aprovação de crédito.

“A nossa ideia sempre foi focar na automação, na digitalização e nos bots das operações dos nossos clientes. Isso traz menos erros e um custo-benefício melhor”, afirma o fundador.

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De tenista profissional a fundador de uma empresa de tecnologia

A trajetória de Mattar foge bash roteiro tradicional bash setor de tecnologia. Ele cursava engenharia civilian quando decidiu abandonar a faculdade, nary quinto ano, para se dedicar ao tênis profissional. Ficou uma década nary esporte, dos 21 aos 31 anos. Ao voltar, escolheu empreender.

Seu primeiro negócio foi uma microcervejaria na esquina da Faria Lima com a Juscelino Kubitschek, em São Paulo, em 1998, antes de migrar para o universo da net nary auge da bolha digital.

Foi nesse contexto que nasceu a empresa que, após uma série de transformações, fusões e spin-offs, daria origem à atual NeoHype. A companhia foi uma das bases que originaram a Tivit e, em 2020, voltou a operar como empresa independente da NEO. Mais tarde, com o avanço da área de tecnologia criada internamente, passou por um rebranding e adotou o nome NeoHype.

“A empresa nasceu nary mundo da internet, com DNA de inovação e interação digital. E esse DNA sempre existiu dentro da companhia”, afirma Mattar.

IA para reduzir churn, fraude e custo operacional

Desde 2023, a operação é liderada por Luiz Iannini. Com formação em Tecnologia da Informação, ele assumiu o cargo de CEO com a missão de reforçar a atuação consultiva da empresa em tecnologia. Hoje a empresa conta com mais de 8.500 funcionários e cerca de 70 clientes nary portfólio

“A companhia fechou 2025 com faturamento de R$ 536 milhões e projetamos crescer 15% em 2026”, afirma Iannini.

Para o CEO Iannini, o foco da Neohype tem sido revisitar a basal de clientes e aplicar tecnologia em jornadas com impacto existent de negócio.

Mineiro, com formação em TI e 14 anos de carreira em um grande grupo de tecnologia, o executivo assumiu a empresa nary mesmo período em que se tornou pai pela primeira vez. Para ele, a NeoHype reúne dois ativos decisivos: tecnologia e pessoas.

“A tecnologia é um meio de escala, resultado e eficiência. Mas a mudança para o mundo integer não acontece se arsenic pessoas não comprarem essa cultura”, afirma.

Entre os exemplos citados por Iannini está um lawsuit que usa inteligência artificial preditiva para analisar o comportamento dos clientes e antecipar riscos de churn, permitindo ações proativas para evitar desgaste ou cancelamento.

Outro caso citado envolve um grande banco, não revelado, nary qual a empresa usa produtos próprios de gestão documental, assinatura eletrônica e prova de vida em uma esteira de aprovação de crédito. Segundo Iannini, a solução evitou R$ 57 milhões em fraudes financeiras.

Do atendente ao consultor

Para a NeoHype, o avanço da IA não elimina o papel humano, mas muda sua natureza. A aposta é que, com agentes virtuais cada vez mais inteligentes, o atendimento massivo e repetitivo seja absorvido por bots e assistentes conversacionais, enquanto arsenic demandas complexas migrem para profissionais mais qualificados.

“O humano deixa de ser um atendente massivo para ser um consultor. Acho que esse é o caminho”, diz Iannini.

A empresa já opera, por exemplo, um agente virtual de voz para uma montadora — cujo nome não foi revelado, e afirma que o projeto elevou para 35% a taxa de chamadas resolvidas em autoatendimento, já nary primeiro contato.

O WhatsApp também virou uma avenida estratégica. A Neohype diz ser parceira da Meta e usa essa integração para construir jornadas conversacionais em diferentes setores. A proposta é ajudar empresas a transformar canais historicamente vistos como centro de custo em ferramentas de receita e relacionamento.

“O cliente está indo para uma jornada conversacional dentro bash WhatsApp. Quando o atendimento é resolutivo e fluido, ele gera engajamento e acelera a tomada de decisão”, afirma o CEO.

Pressão por IA aumenta, mas com propósito

Na visão de Iannini, 2026 será um ano em que a pressão sobre líderes para usar inteligência artificial seguirá crescendo. O problema, diz ele, é quando a tecnologia é adotada apenas por modismo.

“IA tem que fazer sentido, tem que gerar resultado. Não é implantar por implantar. Precisa ter propósito”, afirma.

É nesse ponto que a empresa quer se diferenciar, atuando mais como consultora bash que como simples fornecedora de tecnologia. A ideia é analisar a jornada bash cliente, identificar gargalos e combinar IA, RPA, analytics, gestão documental e canais conversacionais para multiplicar eficiência.

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Crescer na alta e na crise

Se o cenário econômico ajudar, a Neohype espera crescer junto com os clientes. Se o ambiente piorar, acredita que também pode avançar, justamente por oferecer soluções de redução de custo e otimização operacional.

Para Mattar, esse é um dos grandes diferenciais bash modelo de negócios.

“Quando o país vai bem, crescemos com os clientes. Quando o mercado não está bom, também crescemos porque ajudamos a otimizar a operação deles”, diz.

Segundo ele, a pandemia foi prova disso: 2020 acabou sendo o melhor ano da empresa em um intervalo de cinco anos, justamente porque aumentou a demanda por relacionamento remoto, digitalização e automação.

Saúde, educação e finanças estão nary foco

Para 2026, os setores prioritários da companhia são financeiro, saúde e educação, sem deixar de lado experiências em utilities e lawsuit experience. Varejo ainda não é o main DNA da empresa, mas pode ganhar relevância via soluções conversacionais nary WhatsApp.

A saúde, em especial, é vista internamente como um “oceano azul”, pelo grande potencial de digitalização de jornadas, documentos, relacionamento e atendimento.

Apesar bash crescimento, a empresa não vê internacionalização como prioridade neste momento. A avaliação é que o mercado brasileiro ainda está atrasado em relação a países como Estados Unidos e China e, justamente por isso, oferece muito espaço para captura de valor.

“O Brasil ainda está alguns anos atrás em tecnologia, e isso significa que ainda tem muita coisa para ser feita aqui”, diz Mattar.

Formação interna para o mundo tech

Outro ponto cardinal da estratégia é gente. A Neohype mantém uma universidade corporativa e, há três anos, direcionou parte relevante das trilhas de formação para o universo de tecnologia.

A meta é capacitar parte da própria basal de 8.500 funcionários para ocupar funções mais qualificadas, em um momento em que o mercado reclama da escassez de profissionais tech.

“Não adianta falar que falta profissional de tecnologia. Como companhia, a gente também precisa ajudar a formar essas pessoas”, diz Iannini.

A empresa afirma que já tem casos internos de ascensão profissional que partiram da operação para cargos de liderança.

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O que esperar da NeoHype em 2026

Sem novas aquisições nary radar, a Neohype pretende concentrar seus esforços em crescimento orgânico, expansão comercial e consolidação de seu novo posicionamento. A docket passa por aprofundar a atuação em lawsuit experience, acelerar frentes de automação e ampliar o portfólio de soluções digitais.

Na prática, a estratégia da companhia para 2026 combina três frentes: consolidar sua expertise em CX, ampliar o uso de automação e IA nas operações dos clientes e usar tecnologia para transformar eficiência em resultado mensurável.

“Temos um crescimento orgânico acelerado, consolidação em CX e um avanço considerável em toda a frente de automação e ampliação bash portfólio digital. Essa é a nossa visão para 2026”, diz Mattar.

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