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O resgate aéreo de freiras no Congo pela FAB que virou data comemorativa

Diante da situação crítica, a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a comandar uma operação para estabilizar a região e tentar manter a paz no país. O Brasil foi um dos participantes da missão, enviando sucessivos contingentes de militares da FAB para apoiar as operações no território africano.

O Brasil no conflito

Em 1964, os militares brasileiros estavam em seu quarto contingente enviado ao Congo. As missões se dividiam entre o transporte de medicamentos para tribos isoladas e, eventualmente, a busca por grupos separatistas refugiados na selva. Muitas dessas operações eram realizadas em aviões C-47, operados pela FAB.

Entre os pilotos estava o então capitão aviador Carlos de Almeida Baptista, que viria a se tornar comandante da Aeronáutica entre 1999 e 2003, já como tenente-brigadeiro do ar. O militar relatou a necessidade de permanecer no país por mais tempo do que o inicialmente planejado — o plano previa o retorno ao Brasil em 1963.

Após os seis meses de nossa permanência, a ONU avisou as autoridades brasileiras que as tropas não podiam deixar o Congo como planejado. O período de extensão seria curto, motivo pelo qual não se recomendava nossa substituição, fosse por argentinos, fosse por brasileiros. Ao final dos nove meses, a situação se repetiu. Aos 12 meses, também. Assim é que, um dos últimos a retornar, saí do Congo em maio de 1964, quase um ano e meio de participação nessa inesquecível experiência. Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista

Se não fosse esse prolongamento, os militares brasileiros não teriam participado do resgate realizado em 1964. O brigadeiro Baptista morreu em janeiro de 2026 e era pai de Carlos de Almeida Baptista Júnior, comandante da Aeronáutica entre 2021 e 2023.

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