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OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro

➡️O navio saiu da Argentina no início de abril, e, dias depois, um passageiro alemão morreu após contrair o vírus. Um casal holandês também morreu. A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Johanesburgo, na África do Sul.

"A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7).

Ele ainda disse que a OMS está ciente de relatos de outros pacientes e mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus.

A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias, Maria Van Kerkhove, também reforçou que se trata de uma situação totalmente diferente do coronavírus e que não se trata de uma nova epidemia.

"Isso não é o começo de uma nova pandemia de Covid-19, é um surto que aconteceu em um navio. Há uma área confinada, com cinco casos confirmados. [...] O vírus não se espalha da mesma forma, na maioria das vezes o hantavírus nem é transmitido de pessoa para pessoa", ressalta.

Um especialista da OMS está a bordo do navio e vai acompanhar os passageiros até a chegada em Tenerife, ilha na Espanha.

O órgão também listou os país cujos cidadãos desembarcaram na ilha de Santa Helena:

A OMS notificou os países de origem dos passageiros para que os possíveis casos possam ser monitorados.

Pacientes na França, Holanda e em Singapura que não estiveram no cruzeiro MV Hondius, infectado com o hantavírus, estão sob investigação por suspeita da doença, segundo anunciaram os governos dos três países também nesta quinta-feira (.

São as primeiras suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro, onde o surto foi registrado.

Além deles, há outros pacientes com suspeita do vírus:

  • O governo da Singapura diz que duas pessoas foram isoladas. Elas estavam no voo com a viúva da primeira vítima morta no cruzeiro, segundo autoridades locais;
  • Na Holanda, uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM que teve contato com a viúva foi internada em um hospital em Amsterdã após apresentar possíveis sintomas de infecção por hantavírus; as autoridades sanitárias holandesas entraram em contato com todas as pessoas que também estavam no voo, segundo comunicado da KLM.
  • O jornal "The New York Times" afirmou também que três estados dos Estados Unidos — Califórnia, Geórgia e Arizona — monitoram pacientes com sintomas suspeitos do hantavírus;
  • Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que contraiu o vírus, mas atualmente não apresenta sintomas e está sendo monitorado, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a OMS está "trabalhando com países relevantes" para tentar rastrear o vírus.

"De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada", declarou o diretor-geral da OMS.

40 passageiros desembarcaram

A raiz do possível contágio fora do navio pode ter relação com o desembarque de cerca de 40 passageiros na ilha de Santa Helena após o registro da primeira morte no navio, segundo revelou nesta quinta-feira (7) o governo da Holanda, país da operadora do cruzeiro.

E, desses, 29 não retornaram à embarcação, segundo revelou também nesta quinta a operadora.

Esse grupo de passageiros, que inclui a viúva de um homem holandês que morreu, desembarcou durante uma parada do navio na ilha, informou o Ministério das Relações Exteriores da Holanda.

🔎 Os passageiros viajavam no navio de cruzeiro MV Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions. Segundo o itinerário divulgado, o cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, e originalmente deveria terminar em Cabo Verde. Três pessoas morreram no cruzeiro, e há outras infecções por hantavírus confirmadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A informação do governo holandês é notória porque o desembarque ocorreu em um momento em que o surto de hantavírus já havia começado, porém poderia ainda haver dúvidas sobre a contaminação a bordo. Com isso, o eventual contato desses passageiros com moradores de Santa Helena pode ser um problema de saúde pública.

Além disso, a Oceanwide Expeditions não havia divulgado que outros passageiros também haviam desembarcado do navio durante a parada em Santa Helena. A empresa havia informado apenas que a viúva desembarcou na ilha com o corpo do marido e, em seguida, voou rumo à África do Sul em um avião comercial.

Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus. — Foto: AFP

🔎 Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas. Leia mais aqui sobre o vírus.

As autoridades holandesas não confirmaram onde estão agora os passageiros que desembarcaram. Autoridades na África do Sul e na Europa tentam rastrear contatos de quaisquer passageiros que tenham deixado o navio.

A ilha de Santa Helena é um território ultramarino britânico localizado no Atlântico Sul. O local é famoso por ter sido o local de morte de Napoleão Bonaparte.

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