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Operação contra bets ilegais tenta recuperar R$ 145 milhões em três estados

Apurações começaram após a prefeitura de Bodó (RN) credenciar empresas de forma irregular pela autarquia Lotseridó. O grupo de empresas investigado foi impedido de atuar em outubro de 2025, mas manteve as bancas de apostas ativas de forma irregular após a regulamentação do setor.

Os investigados abriram dezenas de empresas de fachada em nome de laranjas para movimentar os bilhões de reais. Para isso, os investigados usavam dados de parentes e até de beneficiários do auxílio emergencial para ocultar os verdadeiros donos do negócio ilegal.

Investigação aponta indícios de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro com imóveis e descumprimento da lei. Segundo o Fisco, o grupo não repassava a taxa sobre a receita líquida de apostas. A Receita também destaca que a ação combate fraudes com CNPJs de fachada e ressalta que a atuação integrada com outros setores é fundamental para evitar sonegação.

Durigan antecipou que novas operações contra bets ilegais serão realizadas. O ministro garantiu que o governo adotou "tolerância zero" com as bets ilegais e o jogo irresponsável. "Vocês vão ter novidades muito breve de operações envolvendo essas bets ilegais, para que a gente faça um combate muito duro, com bloqueio de bens, com atuação para além do âmbito administrativo, que cabe à Secretaria de Prêmios e Apostas", disse, em entrevista ao Metrópoles.

O papel do Estado é fazer com que a gente aperte esse cerco. [...] No caso dos programas sociais, já há decisão do Supremo e o governo cumpre, excluindo a possibilidade de quem recebe os programas jogar em bets. Com as operações que nós vamos fazer no país, com o apoio do Ministério Público, liderado pela Receita Federal e pela Secretaria de Prêmios e Apostas, haverá mais proibição para as bets.
Dario Durigan

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