Ainda não se sabe se o discurso em tom apaziguador vai se refletir na prática. As ações das forças do governo são alvos de fortes denúncias de limpeza étnica.
A minoria religiosa alauíta apoiava o ex-ditador Bashar al Assad, deposto em dezembro.
Segundo o governo sírio, o Exército fazia uma operação na região de Latakia, quando teria sido atacado.
Ainda segundo o governo sírio, a ofensiva seria um levante de forças ligadas ao antigo regime do ditador Bashar al-Assad. Dezesseis militares morreram.
O governo afirma que respondeu com o envio maciço de tropas.
Os alauítas negam essa versão do governo, dizendo que têm sido alvo de perseguição dos sunitas radicais que tomaram o poder em dezembro passado e que são vistos por esses radicais como "hereges".
"Temos que preservar a unidade nacional e a paz interna, podemos viver juntos", disse Sharaa, em uma mesquita no bairro onde cresceu, Mazzah, em Damasco.
Sharaa disse na sexta-feira que pretendia perseguir os remanescentes do regime anterior que querem continuar a opressão e tirania. Ele afirmou também que "aqueles que cometeram crimes contra a população serão submetidos a julgamento".
A Federação de Alauítas na Europa acusa o novo governo de promover uma "limpeza étnica sistemática".
Segundo moradores ouvidos de forma anônima pela agência de notícias Associated Press, civis alauítas têm sido executados, e as casas, saqueadas e incendiadas pelas forças do governo.
Ali Sheha, um morador de 57 anos, falou abertamente sobre o agravamento da situação e contou que fugiu da região na sexta-feira (7) com a família. Ele relatou que mais de 20 vizinhos e amigos foram assassinados. "Foi muito ruim", diz ele. "Havia corpos pelas ruas".

Organizações humanitárias denunciam massacre de minoria religiosa na Síria
A Síria é majoritariamente sunita, mas foi governada por cinco décadas pela família Assad, que segue a linha xiita alauíta.
Bashar al-Assad ficou no poder por 24 anos até ser deposto por integrantes do HTS, um dos grupos que lutavam na longa guerra civil do país.
O Observatório de Direitos Humanos da Síria diz que mais de 1.000 pessoas já morreram desde quinta-feira (6), entre elas mais de 750 civis. Essa onda de violência é o pior episódio de conflito comunitário no país desde a queda do ditador, em dezembro.
A escalada dos confrontos preocupa a comunidade internacional. A Rússia e a Turquia alertaram que a troca de agressões ameaça a estabilidade de toda a região. A Alemanha pediu que os dois lados evitem uma espiral de violência.

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1 ano atrás
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