O cenário de prolongamento da guerra é reforçado por uma série de fatores: o pedido bilionário de recursos pelo Pentágono, o envio de reforços militares pelos Estados Unidos, a postura desafiadora do Irã e as promessas de Israel de intensificar os ataques
Em meio a isso, declarações contraditórias do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentam a incerteza sobre os rumos da guerra.
Veja abaixo cinco indícios que apontam para o prolongamento do conflito:
ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Pentágono busca verba extra
O Pentágono está buscando US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em recursos para financiar a guerra contra o Irã. O orçamento adicional precisa ser aprovado pelo Congresso, que tem maioria republicana tanto na Câmara, quanto no Senado.
As justificativas para a verba extra incluem repor munições e outros suprimentos que se esgotaram. Questionado sobre o tema, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que "matar homens maus custa caro".

EUA ampliam ataques e custos da guerra
Envio de mais navios e fuzileiros
O reforço militar se soma aos 50 mil soldados que já estão na região e ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas. O governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, segundo fontes ouvidas pelas agências Reuters e AFP.
Na sexta (20), o site de notícias norte-americano Axios afirmou, também com base em fontes, que o governo Trump também vem discutindo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a estratégica ilha de Kharg, no Irã, centro de 90% das exportações de petróleo do país.
Navio de assalto anfíbio USS Boxer, da Marinha dos Estados Unidos. Foto de fevereiro de 2026. — Foto: Trace Gorsuch/Marinha dos EUA
Irã mostra resistência e fala em vingança
O regime iraniano não mostra sinais de que quer negociar e segue atacando Israel e retaliando os países vizinhos do Golfo aliados dos EUA.
O novo líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, também mantém o tom desafiador e tem falado em vingar as lideranças mortas em ataques. "Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos mártires", afirmou em mensagem.
O aiatolá disse também que afirma que o regime dos aiatolás não será abalado pelas mortes recentes a membros do alto escalão. Israel já matou mais de 20 lideranças iraninas desde o início da guerra, incluindo o pai de Mojtaba, Ali Khamenei.
👉 Mojtaba Khamenei ainda não apareceu em público desde que foi escolhido o novo líder supremo do país e há relatos de que ele teria sido ferido no ataque de Israel e EUA que matou seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. No entanto, o regime tem divulgado diversas mensagens atribuídas a ele.
Iranianos participam de manifestação do Dia de Al-Quds (ou Dia de Jerusalém), celebração tradicional do Ramadã, em Teerã, no Irã, em 13 de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via REUTERS
Israel promete intensificar ataques
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no sábado (21) que o país continuará a "atacar em todas as frentes". A declaração foi feita após mísseis balísticos iranianos atingirem as cidades de Arad e Dimona, no sul de Israel, deixando dezenas de feridos.
Falas contraditórias de Trump
O presidente Donald Trump segue dando declarações contraditórias sobre os rumos da guerra. Na sexta-feira (20), o republicano disse não quer um cessar-fogo no Irã. Pouco depois, via rede social, ele afirmou que os EUA estão "próximos" de atingir seus objetivos militares e que considera reduzir os esforços no Oriente Médio.
Compare as declarações abaixo:
- Trump a repórteres, por volta de 16h45 de sexta: "Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado... não é isso que queremos."
- Trump posta às 18h13 de sexta: "Estamos muito perto de atingir nossos objetivos, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços militares no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã".
No sábado, Trump voltou a ameaçar o Irã e deu um ultimato ao regime, após um dia marcado por fortes retaliações iranianas contra o território israelense. O presidente dos EUA afirmou que pretende destruir as usinas de energia do país se Teerã não reabrir totalmente o Estreito de Ormuz “dentro de 48 horas”.
O Irã respondeu que qualquer ataque à infraestrutura de energia e combustíveis do país resultará em represálias diretas.

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