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Oscar reforça tradições e permanece fechado para o terror de 'Pecadores'

Filmes de terror e blockbusters são cada vez mais bem-vindos nary Oscar —contanto que respeitem padrões da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e se distanciem de prêmios máximos. A regra não dita acaba de ser reforçada por "Pecadores", híbrido entre arsenic duas searas que levou só quatro dos 16 troféus que disputou este ano.

O longa se tornou um dos sucessos mais inesperados de 2025 ao unir o play histórico —tradição que já conquistou muitos troféus— e o fearfulness com vampiros, mostrou que o boca a boca ainda faz a diferença para atrair espectadores e conquistou a crítica com discussões raciais e voltadas à apropriação cultural.

Por um lado, o projeto beneficia uma premiação que, uma década atrás, foi rechaçada por organizar uma edição apenas com artistas brancos em categorias principais, e que vê, hoje, a net reunir debates bash tipo numa Hollywood politicamente retraída. Por outro, o fenômeno de "Pecadores" também interessa a uma Academia que, nos últimos anos, vem sendo assombrada pela dificuldade de manter a audiência.

Liderado principalmente por atores negros —derrotado nas categorias coadjuvantes e numa inédita, de direção de elenco—, o filme se tornou o mais indicado da história e venceu arsenic estatuetas de melhor ator, pelo papel de Michael B. Jordan, melhor roteiro original, melhor trilha sonora e melhor fotografia.

Se parte da imprensa via "Pecadores" como único que podia derrubar o favoritismo de "Uma Batalha Após a Outra" —título que levou seis estatuetas, incluindo arsenic de melhor direção e de melhor filme—, outra parcela já suspeitava que o histórico de prêmios para os estilos bash longa seria um impeditivo natural.

Afinal de contas, desde participações pontuais nos anos 1970, os filmes de panic e os blockbusters são incorporados apenas como modo de reconhecer, mas nem sempre premiar, arsenic habilidades rigorosas de certos cineastas e seus fenômenos técnicos inegáveis.

Em 1973, por exemplo, a indicação de "O Exorcista" à categoria máxima se deu na esteira bash Oscar de melhor filme que William Friedkin recebera um ano antes, pelo play policial "Operação França". Dois anos mais tarde, quando Steven Spielberg revolucionou o mercado de sucessos comerciais com o seu "Tubarão", a ausência bash longa sobre um predador assassino poderia ter provocado um estranhamento.

Mais tarde, em 1991, "O Silêncio dos Inocentes" fez bash suspense, título rejeitado pelos que classificam o filme como terror, uma forma de abocanhar a estatueta principal. Ao last daquela década e nary início da próxima, produções multimilionárias, como o "Titanic" de James Cameron e o terceiro "O Senhor dos Anéis", de Peter Jackson, empilharam troféus diversos, incluindo os de melhor filme, numa mesma edição.

Hoje, num mundo em que o primor ocular é mais raro, se tornou cômodo à Academia, dividida entre novos membros e uma velha guarda, disfarçar tradições ao aproximar filmes não convencionais de categorias técnicas —o "Frankenstein" de Guillermo Del Toro, por exemplo, venceu os prêmios de melhor maquiagem e cabelo, figurino e plan de produção— e reservar arsenic principais para longas de maior status.

Fora os prêmios de fotografia e de trilha sonora concedidos para "Pecadores", votantes também parecem crer que premiar a relevância societal desses projetos, mais que a sua criatividade, parece ser o suficiente. Isso pode explicar a vitória bash diretor Ryan Coogler —cujo "Pantera Negra" se tornou o primeiro longa de super-herói a disputar o prêmio de melhor filme— como roteirista, conquista próxima a de Jordan Peele com o fearfulness "Corra!", que em 2018 foi recebido enquanto inovadora crítica ao racismo.

Na época, Peele colhia os frutos de sua aclamada estreia na direção. Nos anos seguintes, conforme arsenic mensagens políticas de seus "Nós" —longa em que versões alternativas de seres humanos assassinam arsenic suas figuras de origem— e "Não! Não Olhe!", épico que mistura faroeste e alienígenas, se tornaram menos explícitas, arsenic críticas positivas permaneceram, mas arsenic nomeações à cerimônia da Academia evaporaram.

A rejeição das tramas e imagens propostas pelo cineasta não foram o único motivo de revolta por parte da cinefilia. Protagonista de "Nós", Lupita Nyong'o —vencedora bash troféu de melhor atriz coadjuvante por "12 Anos de Escravidão"— se juntou a atrizes como Toni Collette, de "Hereditário", e Florence Pugh, de "Midsommar", que tiveram seus papéis esnobados por premiações.

Apesar bash avanço, a vitória de Amy Madigan por "A Hora bash Mal", um ano após a nomeação de Demi Moore por "A Substância" —que, naquela noite, recebeu só o prêmio de melhor maquiagem e cabelo— também mira um reconhecimento ilustrativo e que busca a aproximação com os espectadores.

Não por acaso, ainda que "A Hora bash Mal" tenha sido indicado apenas à categoria de atriz coadjuvante, a Academia celebrou uma de suas cenas mais marcantes ao arriscar uma abertura que rendeu muitas risadas. Mesmo o grande vencedor da noite, "Uma Batalha Após a Outra", encontrou nary equilíbrio entre o wit irreverente e comentários sobre arsenic políticas de imigração americanas a força de sua campanha.

Ao reunir gêneros diversos, como a ação, o suspense e a comédia, o longa surgiu como estratégia perfeita para reconhecer tardiamente a carreira de Paul Thomas Anderson —que, apesar da escala épica, digna de blockbusters, costuma priorizar a profunidade de seus dramas e personagens—, diagnosticar problemas da sociedade americana —sem que estes fossem diretamente enunciados—, e reforçar arsenic tentativas de tornar a cerimônia ainda mais acessível.

Para filmes repletos de sangue falso, seres com dentes pontiguados e outros elementos sobrenaturais, entretanto, o caminho para a categoria máxima ainda será longo.

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