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Otan deve iniciar exercícios militares e de vigilância no Ártico nesta semana, diz agência

O lançamento da missão "Sentinela do Ártico" pode ocorrer já nesta semana por conta de uma reunião em Bruxelas entre os ministros da Defesa dos países-membros da aliança que está prevista para ocorrer na quinta-feira (12), segundo três diplomatas europeus, um oficial militar e uma pessoa familiarizada com o assunto ouvidas pela Reuters.

De acordo com os diplomatas, a "Sentinela do Ártico" pode envolver exercícios militares, aumento da vigilância, envio de embarcações adicionais e meios aéreos na região, incluindo drones.

A missão faz “parte dos esforços da Aliança para reforçar ainda mais nossa dissuasão e defesa na região, particularmente à luz da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China no Extremo Norte”, disse à Reuters um funcionário da Otan. Segundo esse oficial, a missão deve entrar em operação em breve.

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O início da missão "Sentinela do Ártico" ocorre semanas após o início de uma investida de Trump contra a Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca. O presidente norte-americano disse querer tornar a ilha parte dos EUA e não descartou uso de força militar para isso. A investida causou uma crise entre os EUA e a Europa e ameaçou a existência da Otan, que efetivamente acabaria se um país-membro atacasse outro. (Leia mais abaixo)

Autoridades disseram à Reuters que ainda não houve nenhuma decisão final para os exercícios e que os comandantes ainda trabalham em diferentes opções. No entanto, o Comandante Supremo das Forças Aliadas da Otan, o general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, afirmou nesta segunda-feira que o planejamento está em “estágios finais”.

Grynkewich afirmou que receberá nesta terça-feira (10) um relatório sobre o planejamento da missão do Comando Conjunto de Forças da Otan. “Se o briefing correr bem, talvez tenhamos algo que possamos anunciar ainda esta semana sobre como vamos avançar”, disse ele a jornalistas.

As autoridades, no entanto, afirmaram à Reuters que a missão deve se concentrar mais em utilizar de forma mais eficaz os recursos da Otan (Aliança Militar do Atlântico Norte) já existentes na região, em vez de acrescentar grandes contingentes de novas forças.

Groenlândia: Trump x Europa

Bandeira da Groenlândia em Nuuk — Foto: Evgeniy Maloletka/AP

Em sua investida contra a Groenlândia, Trump acusou os aliados europeus da Otan de defasagens nas defesas do Ártico nos últimos anos, o que levou a uma maior presença militar e interesse econômico da Rússia e da China na região. Autoridades da Dinamarca e europeias refutaram os argumentos de Trump e disseram estar fazendo o suficiente.

Ao mesmo tempo, ao que tudo indica, o movimento da Otan para realizar exercícios militares e aumentar as capacidades de vigilância no Ártico busca sanar as críticas de Trump. Um relatório da Inteligência norueguesa divulgado no início do mês afirmou que Moscou está investindo para aumentar suas forças no Ártico.
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