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Pequena indústria registra pior desempenho desde a pandemia

O índice que mede a confiança das indústrias de pequeno porte vem caindo ao longo deste ano

O desempenho da pequena indústria chegou ao pior patamar desde a pandemia de Covid-19, revela o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice que mede a performance das indústrias de pequeno porte caiu 1 ponto em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo 43,7 pontos, menor valor desde o segundo trimestre de 2020, quando atingiu 34,1 pontos. A pesquisa também mostrou que o caixa das empresas está pior. O índice que mede a situação financeira das indústrias de pequeno porte caiu 2,5 pontos, passando para 39 pontos, pior marca em cinco anos. O indicador leva em conta a facilidade de acesso ao crédito e a satisfação dos industriais com a situação financeira das empresas e com a margem de lucro operacional. "Os juros altos tornam o acesso ao crédito ainda mais difícil para as pequenas indústrias, que são vistas pelo mercado como empresas de maior risco e, portanto, sofrem com taxas maiores. Além disso, houve um aumento no preço dos insumos e matérias-primas no primeiro trimestre do ano por causa da guerra no Oriente Médio e isso pressionou a margem de lucro dessas indústrias", afirma Julia Dias, analista de políticas e indústria da CNI.

Entre janeiro e março, a elevada carga tributária seguiu como o principal problema enfrentado pelas pequenas indústrias, tanto as de transformação quanto da construção. Entre as pequenas indústrias de transformação, a falta ou alto custo da matéria-prima saltou da sexta para a segunda colocação no ranking de principais problemas. Já a falta ou alto custo de trabalhador qualificado continuou na terceira posição do ranking, passando de 29,2% para 26,5% das assinalações. Já nas indústrias de pequeno porte da construção, aumentou para 37,1% a preocupação com as altas taxas de juros, que seguem como segundo maior entrave ao setor. Em seguida, aparece a falta ou alto custo de mão de obra não-qualificada, cujo percentual está em 31%. Vale destacar que a preocupação com a escassez e o encarecimento da matéria-prima cresceu 14 pontos percentuais, de 4,1% para 18,1%, entre as pequenas indústrias da construção. Com isso, o entrave saltou da décima terceira para a quinta posição na lista de maiores problemas do setor.

Ao longo deste ano, o índice que mede a confiança das indústrias de pequeno porte vem caindo. Em abril, o ICEI dessas empresas atingiu 44,6 pontos, menor índice desde junho de 2020, quando o setor era atingido pelos efeitos da pandemia. O pessimismo entre os empresários é intenso, disseminado e persistente, uma vez que o índice segue em patamar de falta de confiança há 17 meses consecutivos.

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