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Percepção melhora, mas maioria ainda vê dificuldade para encontrar emprego

Aumenta o pessimismo na projeção sobre o futuro do mercado de trabalho nacional. O percentual de trabalhadores que avaliam que a situação deve piorar ou piorar muito subiu de 36,9% para 37%, maior taxa desde outubro do ano passado (37,2%). Ao mesmo tempo. 33,3% observam a situação estável e 29,6% preveem melhoras.

Resultados evidenciam duas percepções diferentes da população brasileira. Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que a baixa desocupação é limitada pela diminuição no ritmo das contratações na primeira metade deste ano.

A desaceleração da atividade econômica e o aumento de incerteza no cenário macroeconômico, ajudam a explicar a expectativa menos otimista para os próximos meses.
Rodolpho Tobler

O nível de satisfação com o emprego atual permanece elevado. O levantamento indica ainda que mais de três em cada quatro profissionais (76,7%) dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho principal. A avaliação é neutra para 16% dos entrevistados, enquanto os demais 7,3% demonstram insatisfação. A motivação principal para o descontentamento é a baixa remuneração, citada por 61,4%.

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