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Petrobras deveria elevar gasolina em R$ 1,22/litro após alta do petróleo

Não sei o que a Petrobras vai fazer, mas já deveria ter repassado parte dessa parcela, em linha com o que foi anunciado por outras petroleiras do mundo.
Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Petrobras diz monitorar cenário antes de definir reajustes. A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse na última sexta-feira que a empresa ainda não decidiu sobre os aumentos. "Nesse momento, essa questão ainda não está respondida", afirmou durante coletiva sobre o desempenho de 2025 da petroleira.

Se essa volatilidade for tão grande assim, certamente, ela vai exigir respostas mais rápidas que exigiriam se a alta fosse mais lenta. Mas, neste momento, não temos sequer essa premissa.
Magda Chambriard

Paridade da gasolina apresentava estabilidade desde a redução de 5,2% dos preços em janeiro. Os dados da Abicom apontavam que o valor do combustível era condizente com a cotação internacional do petróleo até o início da ofensiva no Oriente Médio.

Em janeiro, a queda coincidiu com a queda de preço do petróleo. Na ocasião, a Petrobras levou em conta o recuo de quase 20% do Brent no acumulado de 2025. O recuo fez o combustível ser cotado a US$ 60,85 ao final do ano passado e levou a defasagem da paridade a R$ 0,20.

A atual política de reajuste da Petrobras passou a valer em maio de 2023. A mudança abandonou a paridade internacional como principal motivadora para a definição dos preços da gasolina e do diesel. O modelo anterior havia sido instituído em 2016 e permitia alterações diárias.

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