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Petrobras monitora guerra para decidir sobre reajustes, diz presidente

Petrobras está preparada para enfrentar choques de preços provocados pela guerra no Oriente Médio. Sobre a escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra Irã, que provocou o aumento do preço do petróleo aos maiores patamares em quase dois anos, a presidente da Petrobras disse que a companhia está pronta para ser rentável, seja com o barril a US$ 85 ou com o barril a US$ 55. "Se ele [barril] for a US$ 85, estamos preparados, e se for a US 55, temos que estar igualmente preparados", disse, lembrando que "há ainda quem fale [em um barril] a US$ 55 ano que vem" por causa do excesso de capacidade de produção.

A volatilidade está exacerbada. Mas nossa política [de preços] segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno. Magda Chambriard, presidente da Petrobras

Logística também tem capacidade de ajustar processos em caso de piora do cenário internacional. O diretor executivo de logística, comercialização e mercados, Claudio Schlosser, afirmou que a empresa está monitorando as condições de fornecimento global. Segundo ele, a companhia pode, em algum momento, buscar ajustar as rotas de exportação e de importação. Ele lembrou que as refinarias da companhia também recebem óleo de fora. "Nossa visão de longo prazo está bem coberta, e a de curto prazo é foto a foto, é dia a dia", disse Schlosser.

Salto do preço do barril de petróleo elevou a defasagem entre os preços no Brasil e a cotação internacional. Segundo Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), em cálculo feito terça-feira (3), essa diferença entre o preço internacional do barril e os valores no mercado doméstico exigiria um aumento de R$ 0,29 no valor cobrado pela Petrobras pela gasolina nas refinarias brasileiras.

Guerra pode afetar os preços dos combustíveis no Brasil. Conflito ocorre em uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo. Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar estão entre os maiores produtores globais. Além disso, 20% da produção mundial da commodity precisa atravessar diariamente pelo Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

Presidente da Petrobras diz que empresa vai frustrar quem duvida da companhia. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que quem apostar contra a companhia vai perder. Na abertura da teleconferência de resultados, a principal executiva da petroleira destacou os avanços operacionais da empresa.

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