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Petróleo em outro patamar tem impactos na nossa economia, diz Samuel Pessôa

Pessôa avaliou que o Irã mostrou uma capacidade de resposta militar que pegou Estados Unidos e Israel de surpresa, o que, na visão dele, tirou do horizonte a hipótese de uma guerra curta duração.

Ele afirmou que, apesar do efeito inflacionário via combustíveis, o Brasil hoje tem uma posição externa diferente. Segundo o economista, o país deixou de ser um grande importador e passou a exportar mais petróleo e derivados do que compra. Essa autossuficiência faz diferença.

Os mais velhos vão se lembrar daquele período em que o Brasil era um grande importador de petróleo, que além dos efeitos ruins sobre o mercado doméstico, toda essa questão do diesel, um choque como esse tornava o país mais pobre. Não é o caso agora, agora o Brasil é um exportador líquido de petróleo e derivados. Na balança comercial de petróleo e derivados, a gente tem um superávit muito grande. Esse choque é um choque positivo em termos de troca e, portanto, isso facilita a nossa capacidade de absorver o choque.
Samuel Pessôa

Sobre os efeitos na inflação, Pessôa disse que um aumento médio de 15 dólares no petróleo adicionaria 0,6 ponto percentual ao índice deste ano, levando a projeção dele de 4,1% para 4,7%. Para 2026, o efeito inflacionário tende a ser menor, segundo o economista.

Eu tinha uma inflação de 4,1% para esse ano antes de todos esses choques e esse choque de 15 dólares adiciona 0,6 ponto percentual na inflação. Então 4,1 fica 4,7. (...) O impacto para a inflação do ano que vem é bem menor.
Samuel Pessôa

O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta-feira no UOL às 8h, com apresentação de Amanda Klein, antecipando os principais movimentos do mercado financeiro.

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