Desde o fim do século 19, americanos ocupam o topo do ranking do PIB mundial. Entre 1960 e 2025, o PIB da China cresceu, em média, 9,3% ao ano, contra 6,4% dos Estados Unidos. A partir dos anos 2000, o PIB chinês cresceu, em média, 11,7% ao ano em termos nominais, mais que o dobro do ritmo observado nos Estados Unidos, cuja economia avançou cerca de 4,5% ao ano no mesmo período.
A China colhe resultados da estratégia de internalizar muitos setores produtivos, principalmente tecnológicos. Segundo a professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisadora do Instituto Tricontinental Juliane Furno, desde a década de 1990, diferentemente de economias latino-americanas e outras economias periféricas, o modelo chinês apostou em um caminho que possibilitou internalizar muitos setores produtivos, principalmente tecnológicos.
A economia chinesa contornou a maioria das crises econômicas que os Estados Unidos foram ou o epicentro ou estiveram diretamente envolvidos, graças à capacidade que a China tem de coordenar suas principais variáveis macroeconômicas, controlando sua taxa de câmbio, que não é definida pelo mercado, como é nas demais economias.
Juliane Furno, professora da Faculdade de Economia da UFF
O desempenho acelerado reflete política que fomentou a industrialização da economia, a urbanização do consumo local e a globalização da produção. A expansão industrial foi combinada com a integração do país ao comércio internacional, após a entrada na OMC (Organização Mundial do Comércio), apontam economistas, com um ciclo prolongado de investimentos em infraestrutura e urbanização.
A China tem investido na industrialização de ponta, aumento de complexidade produtiva, inovação, domínio em patentes, que é o caminho do desenvolvimento econômico, que a Coreia do Sul fez, que Taiwan fez, que os Estados Unidos fizeram. A diferença da China para esses outros países é que ela tem uma escala monumental. A produção industrial lá já vai para US$ 5 trilhões, quase o dobro da produção industrial americana. Por isso, a China virou a fábrica inconteste do mundo, tanto de baixa complexidade, como de média e alta complexidade.
Paulo Gala, professor de economia na FGV-SP

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