O PL decidiu apoiar a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao Governo do Paraná e, assim, criar um palanque para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (18) após uma reunião entre Moro, que lidera pesquisas de intenção de voto, e a cúpula do partido.
Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Moro deve concorrer pelo União Brasil, mas também há a possibilidade de que ele se filie ao partido de Flávio. O senador terá uma reunião com a federação União Brasil-PP ainda nesta quarta para definir a questão partidária. Na mesma chapa, o PL deve lançar o deputado Filipe Barros (PL-PR) ao Senado.
"Nós vamos apoiar o Moro. Isso está certo. Agora, ele precisa definir a situação dele no União Brasil e no PP", disse Valdemar. "Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele ganhar eleição no primeiro turno. Senão nós estamos mortos por causa do Ratinho", completou.
Na semana passada, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que deve ser lançado candidato à Presidência da República pelo seu partido, chegou a se reunir com o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para tentar barrar o apoio do PL a Moro, o que atrapalharia seus planos de sucessão no estado.
A condição colocada pelo PL, no entanto, foi de que Ratinho desistisse de concorrer ao Palácio do Planalto para apoiar Flávio —o governador é cotado inclusive como possível vice do presidenciável bolsonarista. Mas o que ocorreu foi o oposto: o PSD consolidou a decisão de lançar Ratinho nos próximos dias, o que acelerou o acordo entre o PL e Moro.
Questionado sobre o rompimento entre o PL e Ratinho, Valdemar respondeu que o governador do Paraná mora no seu coração. "Mas acontece que ele vai sair de candidato a presidente, então vamos fazer zero votos no Paraná? E o Moro está lá explodindo. E talvez, com 22 [na legenda], Moro ganhe até a eleição no primeiro turno. Agora, precisa ver se ele vem para o partido ou não."
Brasília Hoje
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O PSD ainda deve formalizar na próxima semana quem será o indicado para disputar o Planalto entre os governadores do Paraná, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, já indicou a aliados que deve escolher Ratinho.
Até esta quarta, havia um acordo para que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se aliasse ao candidato de Ratinho no estado, em troca de Filipe Barros concorrer ao Senado.
O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), trabalha para ser escolhido por Ratinho como seu sucessor, mas o governador demonstra preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva (PSD). O deputado estadual mantém conversas com o Republicanos para se lançar candidato, e o PL poderia indicar o vice.
O rompimento entre o PL e Ratinho no Paraná abriu espaço para a candidatura de Moro, que buscava viabilizar sua candidatura ao governo em algum partido.
Na semana passada, Marinho ligou para os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para dizer que o PL pretende apoiar o ex-juiz da Operação Lava Jato e indicar o vice. O PP, que lidera a federação entre as duas siglas no estado, tenta barrar a candidatura do senador.
Marinho afirmou aos dois partidos que a preferência é apoiar Moro no União Brasil, mas que, se não houver espaço, já que a prioridade é fortalecer as bancadas no Congresso, ofereceria legenda para o ex-juiz disputar pelo PL.

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