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Preços de combustíveis sobem até 8,4% em São Paulo após alta do petróleo

Brasil importa cerca de 300 mil barris de petróleo por dia. Apesar de produzir mais de 4 milhões de barris diários (em dezembro de 2025), o país compra petróleo de alta qualidade, usado na produção de querosene de aviação e insumos petroquímicos, como plástico e asfalto. O país importa ainda cerca de 20% do diesel consumido internamente.

Petrobras influencia preços nas refinarias. O combustível produzido internamente depende diretamente dos preços praticados pela petroleira nacional. Segundo a ANP, 29% do valor da gasolina, por exemplo, é diretamente influenciado pelo preço da Petrobras.

Cotação do barril de petróleo atingiu máximas em quase três anos. O preço do petróleo chegou a US$ 119 por barril, na madrugada de segunda-feira, enquanto o bloqueio do Estreito de Hormuz devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã dificulta o escoamento da produção e força o Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos a reduzirem a extração.

Petrobras ainda não decidiu sobre reajustes de preços de combustíveis. Segundo a presidente da petroleira, Magda Chambriard, a empresa ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil. "Nesse momento, essa questão ainda não está respondida. Se essa volatilidade for tão grande assim, certamente, ela vai exigir respostas mais rápidas que exigiriam se a alta fosse mais lenta. Mas, neste momento, não temos sequer essa premissa", disse a presidente da empresa, ao responder uma pergunta de analistas, na teleconferência de resultados de balanço, semana passada.

Alta exige reajustes da gasolina e do diesel nas refinarias da Petrobras, diz associação. Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a diferença atual indica necessidade de reajuste de R$ 1,22 na gasolina (defasagem de 49%) e de R$ 2,74 no diesel (85%). Os eventuais reajustes dependem do veredito da Petrobras.

Em 3 anos, preço da gasolina caiu 16% na refinaria, mas preço subiu 27% nos postos. Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 27,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33.

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