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Prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, recebe camisas do Corinthians após falas sobre a Democracia Corinthiana e Sócrates

Mamdani recebeu as camisas em um evento após publicar um vídeo em que comentava a história do jogador Sócrates e da Democracia Corinthiana. O registro foi compartilhado pouco antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra o Marrocos.

O prefeito da maior cidade dos Estados Unidos afirmou que andava pensando no jogador e como ele atuou durante a ditadura militar no Brasil.

Após fala de Zohran Mamdani sobre Sócrates, Corinthians vai presentear o prefeito de NY

Após fala de Zohran Mamdani sobre Sócrates, Corinthians vai presentear o prefeito de NY

"Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força", disse no vídeo.

"No Corinthians, o clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns chamavam democracia. Eles começaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhava na lavanderia, você tinha um voto".

"E enquanto a ditadura militar estava torturando e assassinando seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas", seguiu.

No registro, Mandani seguiu comentando o que, na sua visão, o futebol significa para as pessoas.

"O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores, e por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los. Que belo jogo", disse, por fim.

Zohran Mamdani toma posse como prefeito de NY — Foto: Andres Kudacki/AP

A chamada Democracia Corinthiana marcou a história do futebol brasileiro no começo dos anos 1980 ao unir esporte e participação política. Liderado por jogadores como Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, o movimento apoiou a mobilização pela redemocratização do país e defendeu a retomada das eleições diretas para presidente, interrompidas desde 1960.

Dentro do Corinthians, a iniciativa também promoveu mudanças na administração do clube. Em vez de decisões concentradas apenas na diretoria ou na comissão técnica, assuntos relevantes do cotidiano do clube, como contratações, definições de elenco e normas internas, eram discutidos coletivamente. Nesse modelo, todos os integrantes tinham direito à participação e seus votos tinham o mesmo valor, independentemente da função exercida, fosse um jogador, um funcionário ou o treinador da equipe.

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