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Presidente do Irã ordena restabelecer a internet no país

➡️ O regime iraniano vinha limitando o acesso à internet desde o fim de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, dando início à guerra. Desde então, apenas alguns iranianos conseguem acessar a rede através de VPNs caras e avançadas. A maioria da população está totalmente sem acesso à internet há 87 dias.

Segundo a agência estatal iraniana Fars News, o acesso à internet voltará ao "status anterior" às restrições.

A Fars disse ainda que o restabelecimento foi determinado pela Sede da Organização Especial do Ciberespaço, um órgão subordinado à vice-presidência do país, e submetido ao presidente, que acatou a recomendação.

"De acordo com o comunicado da base de informações do governo, essa sede (...) aprovou o retorno da internet internacional ao seu status anterior, e essa decisão será anunciada para implementação após a aprovação do Presidente", afirmou a agência.

A restrição ao acesso à internet, que praticamente cortou as comunicações do Irã com o resto do mundo, foi determinada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, órgão do governo responsável por assuntos de segurança. Na ocasião, o conselho alegou medidas de segurança por conta do conflito.

Esta reportagem está em atualização.

Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra

Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra

Tambén nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que as negociações para um acordo entre Irã e Estados Unidos estão "progredindo bem!", apesar do vai e vém dos últimos dias -- no sábado, o presidente norte-americano afirmou esperar chegar a um acordo até domingo. No dia, seguinte, porém, mudou de discurso e afirmou ter instruído seus negociadores a não ter pressa.

Em imagem de arquivo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu assina os Acordos de Abraão, que selaram o entendimento de vários países árabes com Israel, ao lado de Donald Trump na Casa Branca, em em 2020. — Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) ter pedido a líderes de países árabes que aderissem aos Acordos de Abraão, tratados que normalizam as relações desses países com Israel. Trump sugeriu que seu acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa aos Acordos de Abraão.

"Durante minhas conversas no sábado (...), afirmei que, após todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar resolver esse quebra-cabeça tão complexo, deveria ser obrigatório que todos esses países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão", escreveu o norte-americano em uma postagem em sua rede social Truth Social.

➡️ Os Acordos de Abraão são um conjunto de tratados criados em 2020 que determinam que países árabes passem a ter relações diplomáticas com Israel. Os acordos foram assinados por Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão, Cazaquinstão e Marrocos, além de Israel, e a ideia era ampliá-los, mas as discussões para a adesão de outros países foram interrompidas com a guerra na Faixa de Gaza.

Segundo Trump, ele conversou com líderes do Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein no sábado. Ele não informou se os líderes dos países que ainda não aderiram ao acordo acataram o pedido.

"É possível que um ou dois (países) tenham um motivo para não fazê-lo (assinar o acordo), e isso será aceito. (...) Os Acordos de Abraão provaram ser, para os países envolvidos, um boom financeiro, econômico e social, mesmo durante este período de conflito e guerra, com os membros atuais jamais sequer sugerindo a saída ou mesmo uma pausa", afirmou o norte-americano.

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